Arquivo do mês: abril 2009

Design carioca em exposição na Itália

riodesignUma exposição com 50 peças premiadas internacionalmente fazem parte de uma das mostras paralelas ao Salão Internacional do Móvel, um dos eventos mais importantes do setor no mundo, que acontece de 22 a 27 deste mês, em Milão.

Entitulada Rio + Design, a mostra teve como critério de seleção apenas designers com premiações internacionais nos eventos IF Design (alemão), Idea (americano), Museu da Casa Brasileira (SP) e Móvel Sul (RS). O objetivo é ampliar em 30% o volume de negociações do setor no Rio de Janeiro e transformar a cidade em um pólo de design. A expectativa é receber 300 mil visitantes, entre italianos e estrangeiros, nos seis dias de mostra.

Em SP mostra reúne filmes de estética trash

cinema-de-bordas1A mostra Cinema de Bordas, realizada pelo Itaú Cultural com curadoria de Bernadette Lyra e Gelson Santana apresenta filmes com estética trash e produção quase caseira.  São vídeos realizados à margem do cinema comercial ou mesmo do cinema que pretende ter o status de arte.

Cunhado pela pesquisadora Bernadette Lyra, o termo “cinema de bordas” se aplica à vasta produção cinematográfica realizada em todo o Brasil por produtores independentes que, apesar do baixo orçamento, suspendem os limites entre o sofisticado e o popular.

Confira a programação completa no site do Itaú Cultural.

Mostra Cinema de Bordas, de 23 a 26 de abril.
Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP (metrô Brigadeiro)

Foto: Cena do filme “Assassinato da Mulher Mental” da Recurso Zero Produções, em cartaz na Mostra Cinema de Bordas.

Dia do Índio: comemorar o quê, cara pálida?

Educação Escolar Indígena é feita no improviso

Em termos legais e quantitativos, a educação escolar indígena avançou nos últimos 20 anos, mas a qualidade almejada pelos povos indígenas não. A grande maioria das escolas indígenas funciona em locais improvisados: das 2.422 escolas indígenas, apenas 29,9%  têm sanitário, 31,9% têm energia elétrica, a grande maioria das escolas não tem água em condições adequadas para o consumo, nem sistema de esgoto.

Demarcação de Terra – desrespeito à Constituição

Dados reunidos pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) demonstram que dentre as ações sob responsabilidade da Fundação Nacional do Índio – Funai dentro do Programa de Proteção e Promoção dos Povos Indígenas, a que teve o pior desempenho na execução do orçamento foram ações de demarcação e regularização dos territórios indígenas. Em 2008, entidade deixou de gastar quase R$ 17 milhões que estavam orçados para ações de demarcação e regularização de territórios indígenas.

Violência é fruto da negligência

Há muito tempo que a luta por terras indígenas tem se caracterizado por sangue e sofrimento. Em 2007, pelo menos 76 índios foram assassinados no Brasil. O número superou em 60% as 47 mortes de 2006 – ano em que havia sido registrado, até então, o maior número de crimes fatais da década contra integrantes de tribos indígenas, segundo o diário Jornal do Brasil.
O Estado de Mato Grosso do Sul é recordista e teve 48 índios assassinados no ano passado. O número equivale ao total de homicídios desse tipo cometidos no país em 2006. Pernambuco vem em segundo lugar e aparece com oito mortes nos últimos 12 meses. No Estado de MS, há necessidade urgente da demarcação de 32 áreas indígenas, já que os índios estão confinados e vivendo sem a menor perspectiva. Há casos também de morte em consequência de desnutrição por falta de terras para plantio, o que não deixa de ser uma violência.

Saúde: serviço precário e sobra de recursos

A FUNAI reconhece que a mortalidade infantil entre os povos indígenas é superior à média nacional: 25,1 para cada mil, no caso dos indígenas 47,48 para cada mil (IBGE 2004). No Acre, o IBGE divulgou que o nível de mortalidade de crianças indígenas é vinte vezes maior que o indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de três mortes para cada mil nascidos vivos. A causa mais freqüente de morte está relacionada à qualidade da atenção no pré-natal e no parto. Os dados mostram que, para cada mil nascidos vivos, 60 acabaram morrendo. Entre os indígenas, quase 50% das mortes são registradas entre menores de cinco anos de idade e as causas mais freqüentes são doenças transmissíveis, principalmente infecção respiratória, parasitose intestinal, malária e desnutrição. E o pior: em 2008 a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deixou de gastar aproximadamente R$ 11 milhões da verba total destinada a estruturação de unidades de saúde e ações de promoção, vigilância, proteção e recuperação da saúde dos indígenas. A ação de saneamento básico em aldeias indígenas também ficou com um bom volume não utilizado: foram cerca de R$ 14,247 milhões, o equivalente a apenas 23,17% do autorizado para o ano.

Fonte: Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Anistia Internacional

Veja também:

Documento da Anistia Internacional denominado “Estrangeiros em Nosso Próprio País: Indígenas do Brasil”

Povos indígenas no Brasil: http://pib.socioambiental.org

Global Voices: Disputa de terras indígenas e iminência de guerra civil

I Semana de Moda na Casa da Cultura em Recife

A Casa da Cultura de Pernambuco realiza sua I Semana de Moda. Estão previstos no evento exposições, peça de teatro e desfiles. O seminário tem como tema a  importância do artesanato na moda regional e inclui o assunto a xilogravura na moda.

Participam do desfile modelos infantis, juvenis, adultos e da terceira idade vestindo cerca de 400 peças entre roupas e adereços produzidos a partir de fuxico, renascença e renda por lojistas da casa.

Haverá 13 estandes expondo peças de roupas, artesanato, decoração e culinária. A exposição acontecerá sempre das 9h às 19h.

I Semana de Moda da Casa da Cultura de Pernambuco. De 20 a 25 de abril.
Rua Cais de Detenção s/nº – Santo Antônio – Recife. Entrada Franca

Um passeio pelo castelo de Montaigne na Paraíba

Uma reprodução do castelo de Michel de Montaigne, uma bibloteca de seis metros de altura construída na Universidade Federal da Paraíba – UFPB, em João Pessoa, foi chancelado no roteiro de eventos sobre o Ano da França no Brasil (França.br).

A torre é réplica do local onde o escritor e filósofo escreveu seus Ensaios, em 1580.  Como na original, chama a atenção as diversas frases escritas no teto. A obra de Montaigne, um dos precursores do mito do bom selvagem, discute, entre outras questões, o genocídio dos povos indígenas do continente americano e a injustiça social.

A torre foi idealizada pelo professor José Alexandrino de Sousa Filho e montada com a colaboração de professores dos cursos de Engenharia Mecânica, Artes e Arquitetura, além de técnicos da UFPB.

Visitação aberta de 21 de abril a 31 de maio.

Palhaço de cabaça e papel machê (VENDIDO)

Este novo personagem de cabaça e papel machê é criação do artista e cenógrafo Babá Santana para a coleção “O vermelho e o negro”.

palhaco-cabaca-mache

Peça única: R$ 110 + frete

envie CEP para consultar valor de frete para babeldasartes@gmail.com

Estréia de documentário sobre Dorothy Stang

Hoje, 17 de abril, estréia nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém, o documentário “Mataram Irmã Dorothy”. O título trata do brutal assassinato da freira americana Dorothy Stang, 73 anos, morta com seis tiros, em 2005, em Anapu, no interior do Pará.

Narrado pelo ator Wagner Moura, o filme revela bastidores do controvertido julgamento dos assassinatos da missionária americana, que teve novos desdobramentos na última terça-feira, quando a justiça anulou o caso e pediu a prisão de Vitalmiro Bastos, o Bida, apontado como suposto mandante do crime.

O longa-metragem, de 94 minutos, também investiga as razões da morte da freira, bem como sobre os verdadeiros mandantes do crime. Ano passado, “Mataram Irmã Dorothy” venceu o Prêmio do Público e Grande Prêmio do Júri no Festival South by Southwest; recebeu menção honrosa do júri no FIC Brasília; e participou das seleções oficiais do Festival do Rio e Mostra Internacional de São Paulo.

O documentário é dirigido pelo americano Daniel Junge.

fonte: CIMI – Conselho Indigenista Missionário

Portal Terra destaca Vale dos Dinossauros, na Paraíba

vale-dos-dinossaurosCom reportagem de Fábio Brant, hoje o portal Terra destaca na editoria de Turismo a cidade de Souza no sertão paraibano, próxima a Cajazeiras (PB) e Juazeiro do Norte (CE), a 250 km de João Pessoa (PB).

O município é conhecido pelas pegadas de dinossauros, descobertas em 1897 no local apelidado de “Passagem das Pedras”. As pegadas têm idade entre 65 a 250 milhões de anos. Elas estão espalhadas por 30 localidades, numa área de aproximadamente 700 quilômetros quadrados em torno da bacia sedimentar do Rio do Peixe, conhecida como “Vale dos Dinossauros”.

As pegadas sobreviveram ao tempo graças ao processo de fossilização. Foram impressas na lama durante períodos chuvosos. Na seca, solidificaram-se e foram cobertas por camadas de areia e barro trazidas pelas enchentes. (foto: Valdiney Pimenta/Creative Commons)

Veja fotos da reportagem

matéria completa no link Vale dos Dinossauros

Memória: Eldorado do Carajás, 13 anos

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Hoje faz 13 anos do hediondo atentado aos direitos humanos: um massacre que resultou em 22 trabalhadores rurais mortos e mais de 60 feridos em Eldorado do Carajás, no Pará. O sangrento episódio ocorreu durante uma caminhada que reunia cerca de 1,5 mil pessoas, inclusive crianças, na PA-150 (sentido Belém). A manifestação exigia a desapropriação de terras na região rural de Eldorado dos Carajás para a implantação de um assentamento.

Somente em abril de 2007, algumas famílias vítimas do massacre foram beneficiadas com pensões especiais e indenizações por parte do governo do estado. Mas ainda há viúvas e pessoas mutiladas – algumas com balas alojadas no corpo que não receberam indenização e nem acesso a tratamento das seqüelas.

Hoje, os sobreviventes vivem no Assentamento 17 de abril, implantado na Fazenda Macaxeira, desapropriada pelo governo. Dos 144 policiais acusados, apenas dois foram condenados e cumprem pena em liberdade.

O Dia Internacional da Luta dos Camponeses é lembrado hoje.

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo ABr. Fonte: radiobrás, correio braziliense, revista Missões.

9ª Bienal do Livro da Bahia

Começa hoje o mais importante evento literário realizado em Salvador. Serão 85 expositores, mais de 250 autores reunidos durante a 9ª Bienal do Livro da Bahia que nesta edição faz homenagem à França. Assim, a feira será um dos primeiros eventos a integrar a lista das atividades do Ano da França no Brasil – França.Br. Durante a Bienal, terão destaque o fotógrafo e etnólogo Pierre Verger e os escritores brasileiros Jorge Amado e Zélia Gattai.

A expectativa é de que 260 mil pessoas visitem a feira, que disponibilizará uma variada programação cultural, incluindo os espaços Café Literário, Arena Jovem OI, Circo das Letras e Praça do Cordel e Poesia. Na Praça, serão reunidos mais de 100 poetas representando vários municípios do estado da Bahia. A literatura produzida no território baiano e nos demais estados do Nordeste ocupará todas as sessões culturais da feira.

9ª Bienal do Livro da Bahia: de 17 a 26 de abril.

Acesse toda a programação do evento no site www.bienaldolivrobahia.com.br.
Informações: (71) 3797-0525.