Arquivo do mês: maio 2009

Hoje é Dia Nacional da Cachaça

Você sabia que Cachaça e Aguardente tem diferença? Sim, tem. Além disso, esta diferença foi regulamentada por lei desde 2006. Veja:

Cachaça é a denominação típica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 48% vol. a 56% vol. a 20 °C, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose.
Aguardente de Cana
é a bebida com graduação alcoólica de 38% vol. a 54% vol. a 20 °C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose

Assim, toda padronizada, disciplinada e arrumadinha que a cachaça do Brasil comemora hoje (21) o seu dia e também o êxito com exportações acima de 11 milhões de litros. E não é só: nos últimos dois anos obteve crescimento de vendas acima de 5%, seguindo dados da agência Nielsen. Trata-se da terceira bebida destilada mais consumida em todo o mundo (superada apenas pela vodca e pelo soju coreano).

CACHAÇA DE ALAMBIQUE, ENTENDA A DIFERENÇA

Sandra Vasconcelos para o Guia Cenário Cultural (João Pessoa, PB)

Assim como o vinho, a cachaça de qualidade tem aroma, estudos de paladar e vem alcançando reconhecimento no mercado nacional e internacional. É indiscutível que ela evoluiu quando foi estabelecida as diferenças entre a produção em alambiques de cobre (praticamente artesanal) e em destiladores de coluna — com processo industrial semelhante ao da fabricação do álcool combustível.

Além da fermentação não exceder 24 horas, para a produção da cachaça de alambique apenas o coração do extrato da cana-de-açúcar é aproveitado. Os primeiros litros (cabeça) e os últimos (cauda) são descartados porque contêm impurezas. “Na cachaça de alambique, com uma tonelada de cana-de-açúcar, é possível produzir cerca de 80 litros. No método industrial, a mesma quantidade rende 140 litros com aproveitamento de 100%”, explica Antônio Chagas da Silva Sobrinho, presidente da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça – Aspeca. Este processo, por si só, já garante mais qualidade ao produto, em contrapartida, eleva o custo da bebida para o consumidor final. Por isso, apesar da demanda crescente, o mercado da cachaça de alambique ainda é pequeno.
Segundo dados do SEBRAE Nacional, em 2006 o consumo da bebida no país foi de 1,4 milhão litros/ano. Deste total, 70% é representado pela cachaça industrial e 30% pela cachaça de alambique. Para Chagas, a única maneira de melhorar a competitividade, é estimular a produção, hoje inibida pela alta tributação federal. “Os pequenos só produzem o que vão conseguir vender e isso é muito ruim”, diz.
A Paraíba produz por ano mais de 12 milhões de litros de cachaça. Isso representa apenas 2% da produção nacional. Ainda é pouco, mas o segmento já trouxe ao Estado duas vezes a medalha de ouro nas cinco edições em que participou no Concurso Nacional de Vinhos e Cachaças.
Na opinião de Gutemberg Mororó, consultor do projeto Cachaça de Alambique do Sebrae-PB, para competir no mercado o melhor seria os pequenos produtores trabalharem em sistema de cooperativa. “Com a união, todos ganhariam”, conclui.

Aqui tem clássicos da Literatura de Cordel

A literatura de cordel, seja pela poética ou pela arte da xilogravura, constitui uma forte expressão da arte e cultura brasileira. Além disso, teve até função jornalística.

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Para se ter uma idéia, quando Getúlio Vargas morreu, em1954, um dos poetas de cordel mal ouviu a notícia pelo rádio começou a escrever “A lamentável morte de Getúlio Vargas”. Entregou os originais ao meio dia e à tarde recebeu os primeiros exemplares. Vendeu 70 mil em 48 horas. Assuntos como desastres, inundações, seca, cangaceiros e reviravoltas políticas alimentaram o caráter jornalístico dessa produção, que até hoje chega a centenas de títulos por ano.

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Segundo a Câmara Brasileira, o primeiro cordel brasileiro foi publicado na Paraíba por Leandro Gomes de Barros, em 1893 (veja na relação abaixo, alguns de seus folhetos). As primeiras tipografias se encontravam no Recife, e logo surgiram outras na Paraíba, na capital e em Guarabira. João Melquíades da Silva, de Bananeiras, é um dos primeiros poetas populares a publicar na tipografia Popular Editor, em João Pessoa.

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Francisco Firmino de Paula
História do Boi Leitão ou o Vaqueiro que não mentia

Gonçalo Ferreira da Silva
Antonio Silvino, a Justiça acima da Lei

Izaias Gomes de Assis
As ignorâncias de Seu Lunga
As velhas ignorâncias de Seu Lunga

João Ferreira de Lima
Proezas de João Grilo

João Melquíades Ferreira da Silva
Combate de José Colatino com o Carranca do Piauí

Pavão Misterioso (há polêmica sobre autoria)
João Melquíades Ferreira ou José Camelo de Melo?

Leandro Gomes de Barros
O Cachorro dos Mortos
Juvenal e o Dragão
A Vida e o Testamento de Cancão de Fogo
O Casamento e Divórcio da Lagartixa
As 4 Órfãs de Portugal ou O Valor da Honestidade
Uma viagem ao Céu ou O infortúnio da Sogra
A Donzela Teodora
Histórias da Princesa da Pedra Fina

Rouxinol do Rinaré
As Bravuras de Donnar: o Matador de Dragões

Varneci Santos do Nascimento
O Cangaço Sustentado pelos Coronéis

Quem se importa com os desabrigados?

As chuvas que atingem grande parte do Brasil há mais de um mês já fizeram 45 mortos e deixaram cerca de 377 mil desabrigados em 13 Estados. O dado é do último balanço da Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), do Ministério da Integração Nacional.

O repórter-fotográfico da Folha Fernando Donasci relata em vídeo o drama da situação dos moradores de Bacabal (247 km de São Luís), que exemplifica outros locais atingidos. Um dos problemas mais graves (que também causou mortes) é a embriaguez de alguns barqueiros.  Além disso, em vários lugares os alimentos tardam a chegar porque as estradas estão interrompidas. Trajetos que antes levavam 1 hora, agora podem chegar a 7 horas.

O que você pode doar — Alimentos não perecíveis (água, arroz, feijão, açúcar, óleo, leite em pó, farinha de mandioca e macarrão), roupas, lençóis, fronhas e fraldas. Leve até o SESI mais próximo de você. Todo o material arrecadado será entregue à Defesa Civil para distribuição à população dos estados atingidos.

Abaixo, dados para colaborações em dinheiro.

Cruz Vermelha (para todos o atingidos do Nordeste)
Unibanco
Agência 0472
Conta 235.000-8

Defesa Civil do Piauí
Banco do Brasil
Agência 3791-5
Conta 2004-4

Ceará / Campanha Força Solidária
Caixa Econômica Federal
Agência 3281
Operação 003
Conta 300-1

Banco do Brasil
Agência 3515-7
Conta corrente 11024-8

Banco do Nordeste do Brasil
Agência 016
Conta corrente 29393-8

SOS Maranhão
Caixa Econômica Federal
Agência 0027
Conta corrente 1000-2
Operação 006

Banco do Brasil
Agência 2954-8
Conta corrente 2222-5.

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A bolsa Olinda representa a alegria, a festa e os casarios das ladeiras da cidade-patrimônio.  Ampla e confortável, tem acabamento impecável, costuras reforçadas, zíper e bolso interno. Além de linda, é funcional: dentro dela dá pra levar vários cadernos universitários e até mesmo o notebook. Veja coleção completa com outros modelos de bolsas. Clique aqui.

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Lambe-lambe: de guardião da memória a patrimônio cultural

Lambe-lambe: cronista visual da sociedade

Lambe-lambe: cronista visual da sociedade

Qual família não tem em casa alguns “monóculos” — pequenos cilindros de plástico onde a foto em miniatura era visualizada contra a luz? E quem nunca viu no álbum de algum parente aquelas fotos nos bancos das praças, de namorados e até mesmo crianças montadas em algum cavalinho ou burrico?

Belo Horizonte/MG aguarda aprovação para que os lambe-lambes tornem-se patrimônio imaterial do município. No Rio de Janeiro o Iphan concedeu o título em 2005.

Segundo o museólogo e pesquisador Abílio Afonso da Águeda, que defendeu tese de doutorado em 2008 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro intitulada “O fotógrafo lambe-lambe: guardião da memória e cronista visual de uma comunidade”, o reconhecimento do ofício ajuda a preservar a técnica e ainda dá aos profissionais o status de atração cultural. Ele explica que em Cuba, por exemplo, os fotógrafos de jardins são muito procurados por turistas. Assim, defende a inserção dos lambe-lambe como prática cultural no mercado turístico das cidades.

Foto: overmundo.

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Corrente literária mundial promove troca de livros

Pra quem gostaria de ler mais e tem alguns livros bacanas juntando pó na estante, a idéia é ótima. Trata-se do “Bookcrossing” criado em 2001 nos EUA e quem tem também adeptos no Brasil.

A idéia é simples, mas exige desapego. É só ir no site, registrar o seu livro e escrever na folha de rosto uma “dedicatória”, o endereço do Bookcrossing e um código de identificação gerado no site (BCID). Em seguida, “libertá-lo” escolhendo um lugar para deixá-lo para um leitor anônimo. Pode ser um lugar qualquer ou nas “crossing zones” (“zonas de cruzamento”) oficiais.

Quem achar o livro deve escrever o BCID no site (conforme as instruções deixadas na folha de rosto) o que permite seguir a trajetória da obra literária. A pessoa, claro, também deve se comprometer em passar o livro adiante.

Já são mais de 660 mil cadastrados em todo o mundo e 4,6 milhões livros inscritos. Em São Paulo, desde o início de maio, a Casa das Rosas também aderiu ao projeto e tornou-se uma “crossing zone”.

Alguém sabe onde tem uma “crossing zone” aqui na Paraíba? Atualização: no Café Banana Louge, retão de Manaíra começou ontem 29/10/2009

www.bookcrossing.com
Bookcrossing Portugal
bookcrossing-portugal.com

Fonte: www.brasilquele.com.br

Dançarina de barro é destaque na loja

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Rica em detalhes, a peça de cerâmica é da artista premiada Tê Cavalcanti. Tem aproximadamente 25 larg x 24 prof x 40 alt. (cm).

Mais informações envie e-mail para babeldasartes@gmail.com

“Garapa” estimula debate sobre a fome e o direito à alimentação

garapaO jornal Folha de São Paulo promoveu na última segunda-feira (18) a pré-estreia do filme “Garapa”, de José Padilha, seguida de debate sobre a fome, que é o tema do documentário. O debate reuniu em São Paulo o diretor, o jornalista Gilberto Dimenstein e o ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Chico Menezes, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

Nesta terça-feira (19), o jornal O Globo também promove uma sessão seguida de debate. Quinta-feira (21) o documentário será exibido em Fortaleza, Ceará. No dia 26 (terça-feira), haverá a pré-estreia em Brasília, em sessão para 300 convidados. Na quinta (28), será a vez de Salvador.

O filme está promovendo a campanha nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, que inclui em direitos sociais o Direito Humano à Alimentação que ainda não existe na Constituição .

Garapa é a mistura de água com açúcar que as mães dão para as crianças para acalmar a fome. Saiba mais sobre o documentário “Garapa”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Consea

Sossego de João Pessoa atrai pernambucanos

danylo-debora Danylo e Débora são de Pernambuco. Ele de Olinda, ela de Recife. Sempre que podem, dão um jeitinho de passear em JP atrás de sossego e praias tranquilas. Desta vez, também aproveitaram pra garimpar peças de decoração pra casa. Na Babel das Artes, garimparam um conjunto de vasos esféricos de cerâmica preta, dos artistas paraibanos Nevinha e Totta, de Itabaiana/PE. Lindo trabalho por um preço especialíssimo. Saíram felizes da vida com o achado e já sabiam até o lugar na aonde iriam colocar as peças. Este passeio rendeu!