Em um terreno de 170 metros quadrados, artesãs da Cooperativa de Artesãs da Favela da Rocinha (Coopa-Roca), zona sul do Rio de Janeiro, esperam construir um prédio de cinco andares, mas o sonho esbarrou no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio de Janeiro.
“A alegação é que o terreno está na área da Floresta da Tijuca. No entanto, todo o entorno já está verticalizado há muito tempo. Além disso, do outro lado da rua estão sendo construídos prédios com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Há uma incoerência nesta decisão”, desabafa Maria Teresa Leal, a Tetê, coordenadora-executiva e idealizadora da cooperativa.
Criada em 1987, a Coopa-Roca abriu caminho com técnicas como o fuxico, crochê, bordado e patchwork. O trabalho inovador acabou chamando atenção e as artesãs fecharam parcerias comerciais importantes. Entre elas, a Osklen, grife carioca, e a paulista M Officer, cujo estilista, Carlos Miéle, doou o terreno para a cooperativa. As peças das artesãs já foram comercializadas para marcas como Paul Smith, da Inglaterra;, Ann Taylor, dos EUA; e Le Bon Marche, da França. Mas a moda não é o único foco do grupo. O talento delas também atraiu outros parceiros como o artista plástico Ernesto Neto e o designer holandês Tord Boontje.
Este diálogo com outras manifestações artísticas resultou em peças como uma luminária revestida de crochê de flores e figuras geométricas. Com esse trabalho, as artesãs fizeram parte de um grupo seleto de 42 designers fluminenses que, com o apoio do governo do Estado e Sebrae/RJ, participaram da exposição Rio + Design, em Milão (Itália), como parte do 48º Salone Del Mobile, maior evento de decoração do mundo e que foi realizado em abril deste ano.
Com a construção do novo prédio, que terá uma área construída de aproximadamente 1000 metros quadrados, também poderá ser retomado o projeto ‘Nova Geração’, para qualificar jovens da comunidade entre 16 e 18 anos. “A aceitação das nossas peças mostra que estamos no caminho certo. Temos um mundo de possibilidades e nossos planos incluem até vender produtos com a logomarca da Coopa-Roca”, planeja Tetê Leal.
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4 respostas Até agora ↓
Cíntia Andrade // 26 26UTC Agosto 26UTC 2009 às 13:33
oi ! Sou Cíntia e estou passando pra dizer que eu ja conhecia o trabalho de vocês e acho o máximo. Tudo que vocês fazem fica lindo!! Também adoro artesanato, mas ainda não faço parte de nenhuma cooperativa. Faço bordado com pedrarias e miçangas, faço chinelos bordados com miçangas e também faço tapetes em amarradinhos com lycra. Gostaria de saber como faço para participar de uma cooperativa que faça algumas dessas coisas que eu citei acima, quero muito participar de uma … desde já agradeço e muita boa sorte para vocês aí da cooperativa bjs. Deus as abençoe.
Hilda Santos Silva // 15 15UTC Setembro 15UTC 2009 às 11:20
Olá! Sou Hilda, conheço o trabalho de vcs a muito tempo e sou apaixonada por tudo que fazem, tenho muita vontade de unir-me a um grupo de cooperativa. Moro em Niterói e não conheço aqui
algo parecido com o que fazem. Se souberem, gostaria de obter informações, quero somar com outras pessoas também, se me aceitarem, não me importo que seja um pouco distante da minha casa. Conheço bastante a cidade, pois sou carioca de Botafogo. Abraços a todas com o meu agradecimento. Hilda.
babeldasartes // 19 19UTC Setembro 19UTC 2009 às 14:39
Olá Hilda, obrigado por participar do blog da Babel das Artes. Seria ótimo você tentar falar direto com a Cooperativa da Rocinha. Encontramos este número na Internet:
Est da Gávea, 259
Gávea – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2422-5305
Francisco e Sandra
BABEL DAS ARTES
ariana chaves // 18 18UTC Novembro 18UTC 2009 às 13:10
quero fazar este curso o que devo fazer