Em, 1947, Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963) tinha 37 anos quando foi fotografado por Pierre Verger (1902-1996). Na época, Vitalino produzia as peças com a ajuda de seus filhos para vender na Feira de Caruaru. O fotógrafo francês havia acabado de chegar no Brasil e passou seis meses em Pernambuco. A exposição (inédita) tem curadoria do antropólogo Raul Lody e celebra os 100 anos do Mestre.
Ficamos fascinados com o que vimos. Na exposição de Pierre Verger, no Recife, é possível acompanhar o cotidiano de Mestre Vitalino, conhecer seus filhos e conferir a feira de Caruaru, até então tímida. Quem poderia imaginar que Caruaru teria a maior feira livre das Américas e que esta mesma feira seria tombada como patrimônio imaterial 2006 pelo Iphan (2006)?
O bairro do Alto do Moura, onde Vitalino vivia, é considerado pela Unesco o maior centro de arte figurativa do mundo. Ali, naquele pequeno lugarejo, antes de Vitalino, os ceramistas faziam apenas utilitários com o barro. Foi a partir de Vitalino (e de sua visibilidade) que outros artesãos começaram a produzir peças artísticas e lúdicas, representando o cotidiano do agreste.

Depois da morte de Vitalino, os filhos, também discípulos, continuaram a fazer arte popular com o barro.
Exposição Arte do barro e o olhar da arte: Vitalino e Verger
Até 30 de agosto no Instituto Cultural Banco Real
Avenida Barão do Rio Branco, Marco Zero, Bairro do Recife
Informações: 3224-1110














2 respostas Até agora ↓
diana // 18 18UTC agosto 18UTC 2009 às 22:49
é legal, visse?
Vitalino Silva. // 21 21UTC setembro 21UTC 2009 às 16:32
Srs.
O mito mundial ainda continua!…
Att,
Vitalino Silva.