Arquivo do mês: agosto 2009

Artista naïf Analice Uchôa lança catálogo em João Pessoa, PB

Analice-uchoa-naifNo próximo dia 2, às 20 h, as a artista plástica paraibana comemora 10 anos de carreira lançando a publicação Arte Naif/Analice Uchôa, onde foram reunidas 100 de suas telas pintadas em estilo Naïf — também conhecida como arte naïve, ingênua ou primitiva.

O objetivo do livro foi organizar e catalogar o seu trabalho por temas que incluem o cotidiano, a religiosidade e até brincadeiras de infância. O livro teve apoio do Fundo de Incentivo a Cultura – FIC/Lei Augusto dos Anjos e concepção editorial de Mary Agra, que também dividiu a coordenação com Elinaldo Rodrigues. O prefácio é do jornalista Oscar D’Ambrósio e do professor Robson Xavier. As fotografias são de Gilberto Stuckert e a editoração eletrônica de Alessandra Fontes.

Paralelamente ao lançamento do Livro a artista naïf estará expondo uma coleção que poderá ser visitada na Galeria Gamela até 16 de setembro.
Galeria Gamela — Av. N.S.dos Navegantes, nº756/101, Tambaú

Bolsas artesanais de tecido: xô mau-olhado

Bolsa Tropical

Bolsa Tropical I

Bolsa Tropical II

Bolsa Tropical II

Para andar protegida, a bolsa Tropical incluiu nos balangandãs uma pimentinha para afugentar o baixo-astral. Dimensões: 37cm de comprimento, 33cm de altura, 11cm largura e mais 19cm de alça. A bolsa tem forro e zíper, bolso (também com zíper) e bolso externo com velcro.

Para mais informações babeldasartes@gmail.com. Para ver a coleção completa, visite o álbum “bolsas de tecido” no CATÁLOGO BABEL DAS ARTES

Marcha paraibana percorre 90 Km

De acordo com o site Pastoral da Terra, a marcha saiu de Campina Grande, no dia 14 de agosto, com destino a João Pessoa, e já percorreu oito municípios, totalizando aproximadamente 90 km. A “Marcha Estadual Contra a Crise: Reforma Agrária Já!”, percorre municípios da Paraíba denunciando a crise, altos preços da energia elétrica, situação dos atingidos pela Barragem de Acauã, discutem a importância da Reforma Agrária e denunciam a violência que os trabalhadores/as sofrem no estado com torturas e homicídios. A mobilização terá o maior tempo de duração em todo o país, de 14 de agosto a 1º de setembro. A Marcha saiu de Guarabira no dia 27 de agosto e deve chegar em João Pessoa no dia 1º de setembro.

Sobre Barragem de AcauãA construção do reservatório em 2002 provocou o deslocamento de aproximadamente 4.500 pessoas, que viviam às margens do Rio Paraíba e que dali tiravam seu sustento. As famílias foram transferidas para conjuntos habitacionais isolados, situados em áreas desérticas e desprovidos das mais elementares condições de vida, onde faltam serviços públicos e, principalmente, meios de os moradores retomarem suas atividades produtivas. Em 2005 o Ministério Público Federal – MPF, propôs ação civil pública contra o Estado da Paraíba. Em 2007 o Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) constatou a situação precária e declarou em relatório que a situação nos assentamentos era grave. Em 2008, uma nova ação civil pública foi ajuizada pelo MPF, com pedido de liminar, contra o estado da Paraíba e a União, por não terem assistido de forma adequada as pessoas desalojadas com a construção da Barragem de Acauã.

As cores de Alena Sá na pintura da bolsa de lona

Alena Sá investiga a cor na linguagem visual

Alena Sá investiga a cor na linguagem visual

Alena Sá é uma artista múltipla e incansável. Há anos trabalha com artes gráficas e pintura em João Pessoa e, só para falar de sua atuação recente, em 2008 fez uma exposição individual e escreveu o livro “Cor: construção e harmonia”.

Para este ano prepara a cartilha “Confecção artesanal de materiais de pintura” e, só este mês, já participou de dois eventos: uma exposição-instalação que envolveu criação de roupas de algodão colorido da Paraíba para o desfile “Segunda Pele” e da coletiva “Pontos de Vista” na Brasilea Fundation em Basel, Suíça.

Além de ministrar cursos e workshops de pintura (para artistas iniciantes e para alunos do curso design de moda), seu cotidiano inclui investigar a cor na linguagem visual — o que em suas obras se evidencia nos poucos detalhes, algumas manchas e nas transparências.

Entre toda a sua produção, uma referência de seu estilo está à mostra na exclusiva bolsa de lona pintada (à venda na Babel das Artes). Para mais informações sobre valor e custo de frete envie e-mail para babeldasartes@gmail.com

Bolsa de lona pintada por Alena Sá

É moda. É arte. Bolsa de lona pintada por Alena Sá

Artesanato e Arte popular na visão de Lina Bo Bardi

No ano de 1965, o artesanato nordestino seria o destaque de uma exposição na Galeria de Arte Moderna, em Roma, na Itália. Mas o Itamaraty e o seu regime militar proibiram o lançamento da mostra “Nordeste do Brasil”. Era mais uma resposta à arquiteta Lina Bo Bardi, responsável pela montagem da exposição. Um ano antes, depois da deposição do presidente João Goulart, os militares queriam fazer uma mostra de armamento de guerra no foyer do Teatro Castro Alves, onde estava funcionando temporariamente o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Lina, diretora do museu, se recusou a ceder o espaço, perdendo o cargo que ocupava.

A arquiteta Lina Bo Bardi foi quem reuniu as peças de arte popular nordestina. O acervo chegou a ter 2 mil itens

A arquiteta Lina Bo Bardi reuniu 2 mil peças de arte popular e artesanato para mostrar o Nordeste na Itália.

A coleção de arte popular, que inclui utensílios em madeira, objetos de barro, pilões, ex-votos, santos, objetos de candomblé, tinha mais de dois mil itens. Ficou recolhida desde 1965 nos “porões da ditadura” e só restaram 800 peças que estão na exposição exposição Fragmentos: Artefatos populares, o Olhar de Lina Bo Bardi fica em cartaz por tempo indeterminado no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, em Salvador, Bahia.

Numa época em que a arte popular não era valorizada, Lina viu o artesanato como uma possibilidade do design brasileiro. “Ela percebeu que a gente tinha muito o que ensinar para as escolas italiana e a Bauhaus, que faziam sucesso na época”, diz Daniel Rangel, diretor de museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Lina era uma arquiteta de visão antropológica, que olhava a produção de um povo e escolheu o Brasil como pátria. “Quando ela montou essa coleção não era só uma questão cultural, mas civilizatória. Se a gente tivesse valorizado o popular, teríamos nos tornado muito mais independentes das coisas que vem de fora”, observa André Vainer organizador da mostra.

As peças foram garimpadas de 50 a 60

As peças foram garimpadas de 50 a 60

Ex-votos coleção Lina Bo Bardi

Ex-votos coleção Lina Bo Bardi

A exposição de 800 peças de arte popular do acervo de Lina Bo Bardi

Restaram 800 peças de arte popular do acervo de Lina Bo Bardi

Achillina Bo Bardi morreu em 1992, em São Paulo. Ela deixou uma rica herança para a arquitetura e para a arte nacionais. Participou da Fundação do Museu de Arte Moderna da Bahia, reformou o conjunto arquitetônico do Solar do Unhão (que hoje abriga o MAM), construído no século 17, projetou o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Sesc Pompéia.

A exposição Fragmentos: Artefatos populares, o Olhar de Lina Bo Bardi é aberta a visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; finais de semana e feriados, das 13h às 17h

Fonte: MinC

Bijuteria artesanal de madeira com jarina

Na Babel das Artes idolatramos a jarina, o marfim vegetal. As biojoias produzidas pelo casal Alex e Mônica, de Roraima,  são feitas no maior capricho. Confira abaixo o anel com a jarina incrustada sobre a madeira cumaru.

anel Jarina e madeira

anel Jarina e madeira (VENDIDO)

anel jarina e madeira regulável

anel jarina e madeira regulável

Elegante e discreto

Elegante e discreto

E-mail babeldasartes@gmail.com. Veja outras peças da coleção no catálogo BABEL DAS ARTES

Imagem do dia

180 graus de céu e mar + 3 cervejas + 1 caipiroska de frutas + siri mole + moqueca camarão (p/3) + 4 cafés = R$ 153

Almoço na praia de Coqueirinho: 180 graus de céu e mar + 3 cervejas + 1 caipiroska de frutas + siri mole + moqueca camarão (p/3) + 4 cafés = R$ 153

Foto do site gourmetidos

“Do fuxico ao fashion” é tema da mostra de bordadeiras e rendeiras de Salvador/BA

peninunsula-itapagipanaO trabalho de tradicionais bordadeiras e rendeiras da Península Itapagipana e do Subúrbio Rodoviário de Salvador integra a mostra ‘Do Fuxico ao Fashion’, que será aberta nesta quinta-feira (27), às 19 horas, no Palacete das Artes Rodin, na Graça. Aberta ao público até o dia 5 de setembro, a exposição é resultado do projeto Incubadoras de Núcleos Associativos Produtivos do Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social da UFBA (CIAGS), com apoio do Sebrae na Bahia, MCT/Finep, Fapesb, Fundação Cultural do Estado a Bahia e Fapex.

Da rotina antes baseada na produção informal de artesanato para subsistência, surgiu a possibilidade de introduzir o fuxico, combinando a delicadeza da rendas e bordados à elegância dos tecidos e roupas de corte fino. A mostra “Do Fuxico ao Fashion” resulta da busca pela aproximação entre a universidade e grupos sociais que têm pouco – ou nenhum – acesso ao conhecimento produzido nos centros acadêmicos.

A península  integra 14 bairros que já tiveram representatividade nos anos 40, Itapagipe como um pólo industrial em Salvador, com destaque no ramo de confecções. Na década de 70 uma crise econômica provocou a falência das indústrias locais.  Em março de 2007 ocorreu a contratação do consultor em designer estratégico, Fernando Augusto Gonçalves, que deslancha uma nova fase nas ações do projeto e dá inicio concreto ao trabalho de criação e confecção da coleção de moda.

Fonte: Sebrae

Noite agitada em João Pessoa teve livros, sarau, exposição, desfile, chope e jantar

Noite ótima, cheia de eventos agradáveis. No Espaço Cultural Energisa, no Centro, prestigiamos a abertura da livraria Usina das Letras com direito a sarau. Em seguida, conferimos a exposição de Fred Svendsen e também um agitado desfile de moda denominado “Segunda Pele” que era, na verdade, uma instalação artística com a participação dos artistas plásticos e estilistas locais (entre eles os que estão no acervo da Babel das Artes como Margarete Aurélio, Dyogenes Chaves e Alena Sá).

Na sequência, o abastecimento ficou por conta do chope gelado distribuído na festa de abertura do Zelig Circus, no Bessa. O bar foi totalmente produzido e arquitetado para receber comédia stand up. E, para diminuir a adrenalina, jantar tranquilo no Divina Itália, no Tambaú, com Leo Uchôa do Guia Cenário Cultural e seus editores Sarah Falcão e Thiago Romero. O luxo foi compartilhar o jantar com o próprio chef Franco e Dê, sua parceira na vida e à beira do fogão.

Francisco curtindo o trabalho de Fred Svendsen

Francisco Milhorança curte o trabalho de Fred Svendsen

Exposição de Fred Svendsen

Exposição "mEU" em grandes formatos de Fred Svendsen inclui recortes

Abertura da livraria Usina das Letras

Abertura da livraria Usina das Letras teve um sarau inspirador e divertido

Arquiteto constrói casa carbono zero com técnica medieval

27% das emissões de gases na Grã-Bretanha vem de residências.

Modelo pode ser referência para construção em grande escala

A casa de quatro quartos tem construção em forma de arco. O projeto é uma adaptação de uma técnica medieval que utiliza tijolos finos para criar construções leves e duráveis. Assim, a casa adquire resistência estrutural e, ao mesmo tempo, evita a utilização de materiais que consomem muita energia na sua produção, como concreto armado.
A estrutura também fornece uma grande quantidade de massa térmica, permitindo a casa a reter calor, absorver flutuações de temperatura e reduzir a necessidade de sistemas de aquecimento ou resfriamento. Além de captar energia solar, um aquecedor de 11kW de biomassa foi instalado na casa para fornecer energia quando o sol tiver aparecido por alguns dias. O isolamento térmico é feito com papel de jornal reciclado.
“A construção mostra como o design contemporâneo pode promover materiais locais e integrar novas tecnologias para produzir um prédio altamente auto-sustentável”, afirmou o arquiteto responsável pelo projeto, Richard Hawkes, que será o primeiro ocupante da casa.

Detalhe: 27% das emissões de gases na Grã-Bretanha vem de residências. O governo britânico quer que todas casas novas sejam livres de emissões de gases causadores do efeito estufa em 2016.

Fonte: BBC Brasil