De 9 a 13 de novembro, o campus da Universidade Federal do Ceará – UFC será palco do II Festival UFC de Cultura.
Desta vez, a homenagem será para o poeta cearense Patativa do Assaré, que será lembrado em uma mostra no Museu de Arte da UFC (MAUC) com fotografias de Tiago Santana, xilogravuras de João Pedro e curadoria e textos do diretor do MAUC, Pedro Eymar Barbosa.
No festival será lançado o livro “100 anos de Patativa”, uma coletânea de artigos acadêmicos sobre a vida e a obra do mais importante poeta popular do Ceará.
Com o tema “Ecos Nordeste, Cultura e Desenvolvimento”, o evento vai trazer, durante os cinco dias de realização, muita música, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, teatro e artesanato – do popular ao erudito. Aberto ao público, a intenção do festival é mostrar a riqueza da cultura popular e também da arte contemporânea cearense.
Esta semana começa a exposição e venda de xilogravura produzida pelos Borges, da cidade de Bezerros, Pernambuco, conhecida por produzir em grande escala esta arte popular. Gerações da família vem se dedicando a este ofício, dando continuidade à arte dos mais velhos, com destaque para o patriarca, o gravador e poeta J.Borges, José Francisco Borges “Patrimônio Vivo de Pernambuco”, título conferido pelo governo do Estado, por sua relevância cultural.
A exposição tem apoio do Ministério da Cultura e do Iphan.
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, de 5 de novembro a 6 de dezembro de 2009. Rua do Catete, 159, Rio de Janeiro, RJ
La Catrina ajuda a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte. Foto Wikipedia
Hoje é o Dia dos Finados. No Brasil é dia de rezar pelos mortos, uma prática evocada pela Igreja Católica há quase dois mil anos. Protestantes e evangélicos usam a data para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como, por exemplo, o legado de um caráter idôneo.
No México, o Dia dos Mortos existe desde a época pré-hispânica, ou seja, antes da Igreja Católica. A celebração começa no dia 1 de novembro e vai até 2 de novembro. É uma das festas mexicanas mais animadas, afinal, é o dia em que os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.
Na cultura popular mexicana, a festa é presidida pela “Dama da Morte” - La Catrina de los toletes. O personagem se caracteriza como um esqueleto de mulher usando um chapéu, como distintivo da alta sociedades do início do século XX e tem uma função de lembrar que as diferenças sociais não significam nada, diante da morte. Obs: toletes são fezes.
A festa é tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
“Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade”.
Segundo o pesquisador musical André Domingues, autor do livro “Caymmi sem Folclore” (adaptação de seu mestrado para a USP), o artista não cantou e sim, recriou a Bahia. Ele acredita que a arte caymmiana não está no universo do folclore, dos pescadores e de candomblé, mas no contexto da indústria cultural, no mundo do rádio, do disco e do cinema.O autor revela que Caymmi procurou dar certo, adotando a estratégia da tentativa e erro. Para o autor, Caymmi respondia com a sua obra a estímulos diretos daquele contexto e momento histórico — reforçando que a Bahia de Caymmi, pelo menos àquela época era essencialmente carioca, isso sim. Será que vai ter polêmica?
Caymmi Sem Folclore. De André Domingues. Editora Barcarolla. 150 págs., R$ 25.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar R$ 3 milhões para a instalação do Museu do Frevo (Paço do Frevo) em um casarão na Praça do Arsenal, onde funcionou a antiga empresa inglesa de telégrafos, a Western Telegraph Company Limited, no Recife Antigo. O valor total do projeto é de R$ 9 milhões, sendo o restante da contrapartida de responsabilidade do governo do estado de Pernambuco.
O acordo foi assinado nesta segunda-feira (26), entre o BNDES, a prefeitura de Recife e a Fundação Roberto Marinho. A sede do Museu do Frevo deve abrigar também uma escola de frevo, uma sala de audição, auditório e espaço para exposições.
A produção de louças é uma herança cultural no sertão da Paraíba. O Bairro São José é referência antiga na produção de panelas, pratos, fruteiras e outros utensílios de barro. O grupo de mulheres de Cajazeiras é denominado Loiça e as artesãs ganharam admiração pelo design inovador de seus pratos de barro. O trabalho da costura no barro surgiu para personalizar e dar identidade às peças e utilitários. As referências surgiram depois de uma pesquisa da iconografia local orientada por profissionais. Além das flores do sertão, tema recorrente, algumas peças também são “impressas” com labirinto, renda tradicional na Paraíba, o que dá um uma textura diferenciada — além de reforçar a identidade da produção.
Detalhe de ceramica bordada do Sertão paraibano (LOI 001)
(LOI 001) A iconografia local inspirou os bordados. 19 cm de diâmetro = R$ 28
(LOI 002) Impressão com textura de renda Labirindo e bordado 24 cm de diâmetro = R$40
(LOI 003) Cerâmica bordada destaca flores do sertão 24 cm diâmetro = R$ 40 VENDIDO
(LOI 004) Cerâmica preta com relevo labirinto e bordado 26 cm diâmetro = R$ 52
Os vasos e objetos de decoração são feitos de maneira intuitiva e rústica. As peças são produzidas por uma associação de artesãos no interior do Rio Grande do Norte. Depois de modeladas em barro, são queimadas e pintados com tinta látex à base de água. Logo após a secagem, os desenhos são riscados com prego, executados sobre a peça — raspando e descascando a tinta aplicada. O desenho revela novamente a essência o objetivo decorativo: o barro.
Na coleção, lideram as vendas os pratos de parede e os vasos, mas tem também arranjos com cabaça e muitas miniaturas. As da foto abaixo estão à venda na loja virtual Babel das Artes.
Marcelo Rosenbaum usa manifestações da arte popular como referência e, por isso mesmo, o arquiteto/designer é um grande divulgador. Esta é uma via de mão dupla já que ele acaba por lançar luzes sobre a cultura regional contribuindo com a sua crescente valorização. Assim, depois de ter feito móveis impressos com rendas labirinto — reverenciando uma técnica de artesanato recorrente na Paraíba — sua nova linha de móveis atual é inspirada na feira de Caruaru, patrimônio cultural do Brasil, no agreste pernambucano.
As peças contam xilogravuras de J. Borges – mestre na ilustração da literatura de cordel. As peças têm cores inspiradoras e são feitas de pínus natural (100% cultivado). O trabalho envolveu reuniões e encontros de conscientização ambiental para que toda a equipe se sentisse envolvida com a iniciativa. Os móveis são vendidos na Micasa.
Artesãos do Vale do Jequitinhonha criaram um museu para registrar e expor de forma permanente a história e a atualidade do artesanato em cerâmica na região. A iniciativa é da Associação dos Lavradores e Artesãos de Campo Alegre, que inaugurou no dia 3 o Centro Histórico de Artesanato.
No acervo estão panelas, botijas, potes, flores, animais e bonecas feitos com barro e moldados a partir de técnicas rudimentares. O artesanato feito pela nova geração também será exposto. A proposta é reunir as primeiras peças feitas pelos artesãos do lugarejo, manter vivo o ofício, mostrar o processo evolutivo do artesanato e ainda estimular o turismo na região.
Até a tinta que dá cor aos objetos é feita a partir do barro, que ganha tonalidades de rosa, marrom e vermelho, a partir da mistura com pedras da região. As matérias-primas são extraídas nos próprios quintais das artesãs.
Marko 93 é grafiteiro em Seine-Saint-Denis, Paris. Marko navega entre a pichação e o grafite e mistura de caligrafia árabe “abstrata” e de grafite. Desde 1999 ele usa a luz e desenvolve a técnica do ligth-painting substituindo pistolas de tintas por lâmpadas portáteis e gelatinas coloridas. O light-painting permite criar um ambiente novo e artificial, colocando em cena paisagens urbanas, fotos, e objetos, sendo algumas vezes os três ao mesmo tempo. Hoje, a partir das 20h.