Arquivo da categoria: Artesanato

Moda: a hora e a vez dos tamancos

Tamanco tem salto meia-pata, algodão e renda renascença.

Os tamancos ou clogs foram febre durante os anos 1970 e 1980 e estão de volta. A Comparoni lança sua coleção (desenhada por Romero Sousa) inspirada na cultura regional. Com base no algodão colorido da Paraíba* e da renda Renascença, de forte tradição no artesanato local, os acessórios têm dezenas de opções, das rasteiras às plataformas. Neste post destacamos alguns dos belíssimos tamancos. Mas a coleção completa no Catálogo Babel das Artes no Flickr. Lançamento em 3 de julho na Francal. À venda na Babel das Artes, sob encomenda. Preços diferenciados para lojistas.

Tamanco salto cubano, algodão colorido e renda renascença presos por tachinhas douradas.

Tamanco com salto cone, algodão e lacê de renda.

*Ecologicamente e socialmente justo: A Comparoni/Z-AZ faz parte do grupo Natural Cotton Color. A cooperativa de moda que baseia toda a sua produção no algodão da Paraíba — especial e único porque já nasce colorido, sem uso de corantes ou aditivos (certificado pelo Embrapa). O plantio e a colheita são organizadas por cooperativas no sertão da Paraíba e ajudam a manter os pequenos agricultores no campo. As rendas produzidas com linha branca, são tingidas com corantes naturais obtidos da casca de caju e de cebola e fazem composição harmoniosa com o algodão de tom rubi. A produção envolve 400 rendeiras organizadas em cinco associações no Cariri Paraibano.


Visite nosso novo blog: www.babeldasartes.com.br/blog

Presos superam desafios com artesanato

A empresa gaúcha Reciclage, sob a liderança de Ricardo Rocha e Maíra Fontoura, tem como modelo de negócio a fabricação e comercialização de produtos feitos em áreas de exclusão social e baixa atividade econômica.

A partir deste conceito, criaram o projeto “Reciclando Vidas”, para a inclusão social de presos através da produção artesanal de sacolas e brindes corporativos.

O projeto vem se consolidando no Instituto Penal de Viamão com 700 detentos em regimes abertos e semi-abertos. As oficinas permanentes são ministradas pela Maíra Fontoura do blog Reciclagem Arte.

Brinde corporativo feito com lata reciclada

Sacolas feitas com jornais e revistas

Empresas Interessados em adquirir os produtos, oferecer matéria-prima ou ser parceiros podem obter mais informações pelo site http://www.reciclage.org ou pelos telefones 9666-2863 e 8440-3333.

Participe do sorteio do vale-compras

O dia do sorteio de R$55 em compras na Babel das Artes (frete grátis) está chegando. Ainda dá tempo de você concorrer porque vamos sortear o vale-compras no dia 30 de junho.
Com o vale-compras você pode adquirir carteira de palha de buriti, bijuterias, bolsas de fuxico e de chita, toy art ou rasteirinhas de algodão. Também pode adquirir outros produtos e complementar o valor.
Clique aqui e preencha o cupom.

São João, primo de Jesus: este já nasceu santo

São João: medalha sobre ônix, da Babel das Artes

24 de junho: São João Batista
Sincretismo: Xangô

Em seu calendário anual, a igreja celebra apenas dois nascimentos: o de Jesus e o de São João Batista. A festa acontece principalmente no Nordeste brasileiro e em alguns países da Europa, com destaque para Portugal.

São João Batista foi considerado santo antes mesmo de nascer. Era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria. Ou seja, ele era primo de Jesus. João era pregador, tinha discípulos e incitava a mudança, por isso, foi considerado profeta e precursor do prometido Messias, Jesus Cristo.

É chamado de Batista por batizar os judeus no rio Jordão (incluindo Jesus). Ele introduziu o batismo nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.

Em 26 d.C São João foi preso, acusado de liderar uma revolução. Foi morto no mesmo período.

Simpatia – para atrair sorte, felicidade e dinheiro. Como a fogueira é acesa em homenagem a São João, ande com um pedaço de carvão da fogueira no bolso o ano inteiro. É só embrulhar num filme plástico pra não sujar a roupa, certo?

O boom do Nordeste na Moda e no Fashion Week 2010

Há tempos o debate por uma identidade nacional para a moda é pauta, mas o que impedia um real avanço? Talvez a falta de um conhecimento mais profundo sobre cultura popular.

Projetos como o Talentos do Brasil, que aproximou artesãos e designers colaboraram neste processo de reafirmação cultural, sobretudo para profissionais envolvidos neste debate como Ronaldo Fraga, Heloisa Crocco, Renato Loureiro, Tereza Santos, Iuri Sarmento, Virginia Scotti, Jum Nakao e Virginia Borges, entre outros.

Assim começou a relação de ganha-ganha: de um lado o mestre do artesanato tradicional e seus saberes, mas sem conhecimento técnico sobre prospecção mercadológica e autogestão. De outro o designer e seu apuro técnico para ajudar a identificar métodos e a iconografia de cada região. O conhecimento adquirido e a troca colaboraram com a sustentabilidade dos grupos de artesanato, em contrapartida, o conhecimento popular ganhou evidência nas passarelas nacionais e internacionais e cultura nordestina, através do artesanato com bordados, fuxicos e rendas garantiram espaço contínuo e crescente nas passarelas.

Porém, o verdadeiro avanço da sabedoria popular na moda — o qual ressaltamos aqui — não está restrito ao artesanato nordestino como recurso estético — o que se nota, enfim, é a cultura nordestina como fonte de informação para a moda.

Nos últimos desfiles, Ronaldo Fraga continua sendo o grande propagador do bordado e das rendas produzidas no interior da Paraíba e Pernambuco em seus desfiles. Neste SP Fashion Week, sua coleção foi pautada pelo artesanato regional nordestino: da renda Renascença ao ponto de cruz — tudo lembrando as feiras e mercados de artesanato.

Ronaldo Fraga: o mercado de artesanato na passarela. Foto: Raul Zito/G1

No último desfile da Maria Bonita, tecidos nobres, pintados à mão, tiveram cores inspiradas nas fachadas dos casarios populares do Nordeste.  Na Amapô, as roupas fizeram referência ao cangaço e às danças populares tradicionais nordestinas como frevo, maracatu, entre outras. Os desfiles também tiveram trilha sonora regional. Ou seja, a malemolência, a atitude e o ritmo também foram incorporados à passarela. Ponto para  os criadores que perceberam a fonte inesgotável de riquezas da nossa cultura.

Maria Bonita: cartela de cores inspirada no casario popular do Nordeste

Desfile Amapô: xaxado e referências a cultura popular nordestina

—————
O Projeto Talentos do Brasil foi criado para estimular a troca de conhecimentos  entre cooperativas e grupos de artesãs de Norte a Sul do País, gerando emprego e agregando valor ao talento artesanal de cada grupo. No início, foram oito designers e quinze grupos divididos em doze estados. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Leitor reclama do critério de seleção da Feneart

Abaixo, reprodução do e-mail recebido e publicado aqui a pedido de um leitor do blog.

“Oi, acompanho o seu blog e gostaria de informar que a Fenearte Recife já fez a seleção de artesãos que participarão da feira deste ano, deixando muitos artesãos de Pernambuco e de outros Estados de fora da feira, dando lugar para o dito “Artesanato Internacional”, que na verdade são — na grande maioria — empresários que fazem feiras pelo Brasil comercializando produtos comprados na Rua 25 de Março em São Paulo.

Um exemplo é o estande da República Tcheca que comercializa bijuterias industrializadas vindas da China e o estande da Alemanha que vende produtos de utilidade doméstica industrializados.  Qual será o critério de escolha da Fenearte já que o que é INDUSTRIALIZADO NÃO É ARTESANATO?

Em plena época de eleições é realmente uma vergonha para o Estado de Pernambuco, deixar de fora artesãos que passaram o ano todo produzindo e  aguardando a feira.

Ajude os artesãos que ficaram de fora divulgando essa informação, pedindo para o público que visita a Feneart que não compre produtos industrializados,  que valorizem o artesanato brasileiro que é maravilhoso. Obrigado!”

Marcilio – marcilio212010@hotmail.com

Exposição Artesanato Brasil e África

Para comemorar o Dia da África, 25 de maio, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), as embaixatrizes dos países africanos, da Indonésia e de alguns outros países, prepararam a Exposição de Artesanato Mês da África – Bazar Africano no dia 22, sábado, das 11 às 18h, na Embaixada da Costa do Marfim, em Brasília, DF.

Um grande público é esperado para o evento, já que corpos diplomáticos e representantes de organizações internacionais foram especialmente convidados. Além disso, as portas estarão abertas ao público em geral. A entrada para o evento custa R$ 5,00 para adultos e R$ 2,00 para crianças com idade entre 5 e 12 anos – menores de 5 anos não pagam.

Exposição de Artesanato Mês da África – Bazar Africano
Embaixada Côte D’Ivoire – Setor de Embaixadas