Arquivo da categoria: Patrimônio Brasileiro

Goiás sedia Encontro de Comunidades Tradicionais

O povoado de São Jorge, na Chapada dos Veadeiros (GO) recebe representantes de etnias indígenas de todo o país para dividir experiências e apresentar seus rituais, danças, língua e costumes.

O intercâmbio ocorre durante o 10° Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que começou neste fim de semana e vai até o dia 31 de julho. De acordo com a organização, o festival vai reunir indígenas das etnias Kayapó, Krahô, Yawalapiti, Fulni-ô, Kiriri, Dessana, Guarani-Kaiowá, Kaxinawá e Paresí.

Durante o encontro, os índios convivem na chamada Aldeia Multiétnica. Além dos indígenas, a comunidade quilombola Kalunga, que vive em São Jorge, também deverá mostrar suas tradições durante o encontro. Na programação, estão previstas apresentações de congadas, tambores de crioula, curraleiras e batuques. A agenda também inclui mostras de vídeos indígenas e exposições fotográficas.

Confira a programação no site Encontro das Culturas
Fonte: Agência Brasil

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Atenção imprensa: PAC para cidades históricas é piada?

Em agosto de 2009 foi mencionado aqui o PAC das Cidades Históricas. Pois só agora, quase um ano depois, a verba será liberada, mas o investimento é baixo: pouco mais de R$ 1 milhão — para ser dividido por 30 cidades.
Só para se ter uma ideia do absurdo que é: a previsão de gastos na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 era de R$ 430 milhões (saltou para R$ 500 milhões).

No texto divulgado pela assessoria de imprensa: “O programa tem por objetivo a revitalização urbana, a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da gestão dos municípios atendidos. Os acordos a serem assinados prevêem recursos totais da ordem de R$ 1,129 milhão, das esferas federal, estaduais e municipais, os quais serão aplicados em ações que vão ser implementadas nos próximos quatro anos (2010-2013).”

As cerimônias de assinatura do acordo de adesão foram em Belo Horizonte (MG) e a outra em Belém (PA). Nesta quinta-feira (01), a assinatura será com a prefeitura da cidade de São Luís, no Maranhão.

Obras na BR101 trecho Nordeste revela sítios arqueológicos

O trecho nordestino da duplicação da BR101 revelou sítios arqueológicos importantes da a memória e cultura do País. Somente no trecho entre Natal/RN e Pernambuco/PE, onde a duplicação será concluída em 2010, foram localizados 142 sítios históricos e pré-históricos.

Centenas de sítios arqueológicos foram encontrados no trecho Nordeste da BR101

Os sítios históricos são locais de ocupação por parte dos colonizadores entre o ano de 1500 e o final do século XIX. Neles, o material encontrado é constituído por cerâmica, em grande parte de origem inglesa, e até por projéteis. Os pré-históricos são anteriores à chegada dos colonizadores.

Em Alagoas já foram localizados 25 sítios e ocorrências arqueológicas. Em Sergipe, oito. No estado da Bahia, as prospecções começarão em breve e, portanto, não houve qualquer registro.

Mais informações e crédito de foto DNIT

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul será na aldeia de Tekoha Añetete (foto), município de Diamante D’ Oeste, no Paraná, nos dias 13 e 14 de janeiro.

O evento contará com a participação de cerca de 800 indígenas Guarani do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina. O objetivo é fomentar uma nova perspectiva cultural que fortaleça a relação entre os povos e reduza a distância cultural entre essas populações e os não-índios. Além de contribuir para a reflexão da importância dos povos Guarani para a formação da cultura sul-americana.

A Comissão de Organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul é composta por representantes da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), por 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai e pelo antropólogo Rubem Almeida, coordenador do projeto, além de representantes da Itaipu Binacional, do Ministério da Cultura do Paraguai, da Prefeitura da Diamante D’Oeste e do Instituto Empreender, responsável pela produção executiva.

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Lavagem da Igreja do Bonfim, Olinda, PE

Todo segundo domingo de janeiro tem lavagem a lavagem da Igreja do Bonfim, em Olinda, PE. Para o Candomblé o ritual comemora e celebra um ano novo de paz. Este ano, quatro mulheres lavaram escadaria da igreja e, em seguida, uma água perfumada com alfazema e trazida em procissão foi jogada sobre as pessoas. Esta parte é o que atrai uma multidão de gente, já que a água serve para abençoar as pessoas. Até por isso o nome do evento é “toque das águas de Oxalá”.

Fotos garimpadas no Flickr

1º Concurso Cachaça de Minas premia 14 marcas

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça de alambique do país. O estado tem aproximadamente nove mil alambiques, produzindo cerca de 260 milhões de litros da bebida/ano, aproximadamente 500 marcas  registradas – 280 delas atuantes no mercado. Minas exporta hoje menos de 1% de sua produção.

O 1º Concurso Cachaça de Minas premiou o desempenho de 14 marcas. Realizado pela Federação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca), sob a coordenação da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), com o apoio do Governo de Minas, da Belotur e do Sebrae/MG. O concurso foi o primeiro no país a ser realizado estritamente em bases técnico-científicas. A premiação foi divida em três categorias “Nova/descansada”, “Armazenada/envelhecida” e “Premium”. As vencedoras receberam a medalha de mérito da qualidade com a qual poderão identificar as embalagens de seus produtos durante um ano, período de validade do concurso.

Confira as vencedoras:

Cachaça branca/Nova 1º Diva – Divinópolis, 2º Lucas Batista – Itabirito, 3º Monte Alvão – Itatiaiuçu, 4º Jacuba – Coronel Xavier Chaves, 5º Mandacaru – João Pinheiro

Cachaça envelhecida/Armazenada 1º Pirapora – Pirapora, 2º Branquinha de Minas – Claro dos Poções, 3º Engenho doce – Passa Quatro, 4º Prazer de Minas – Esmeraldas, 5º Bueno Brandão – Bueno Brandão

Cachaça Premium 1º Áurea Custódio – Ribeirão das Neves, 2º Topázio – Entre Rios de Minas, 3º Prazer de Minas- Esmeraldas, 4º Rainha das Gerais – Curvelo

babeldasartes@gmail.com

Enfim, Justiça vai multar donos de prédios tombados em mal estado de conservação em todo o País

Este mês a Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faça valer a lei e aplique as multas cabíveis aos proprietários de imóveis tombados em mal estado de conservação. A decisão é válida para todo o País e a autarquia do Ministério da Cultura tem prazo de 90 dias para agir, sob pena de multa de R$ 10 mil por caso de descumprimento.

A base legal para a ação é o Decreto-Lei nº 25, de novembro de 1937, assinado pelo presidente Getúlio Vargas e seu ministro da Educação, Gustavo Capanema. Nele foi organizada a proteção ao tombamento e definidas as competências e as punições aplicáveis pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em seu vigésimo e penúltimo artigo, o Decreto-Lei nº 25/37 diz, textualmente: “As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspecioná-los sempre que for julgado conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à inspeção, sob pena de multa de cem mil réis, elevada ao dobro em caso de reincidência”.

O patrimônio tombado no país inclui desde fortificações militares e edificações de valor histórico até cidades inteiras, como as que estão no caminho da Estrada Real, em Minas Gerais, parte de Petrópolis e também o Centro Histórico de João Pessoa, que têm casarões abandonados, mesmo dentro da área de proteção. Dizem por aqui que os proprietários destes casarões arrancam os telhados para que as casas se decomponham mais rapidamente!

Rua João Suassuna, Centro Histórico, João Pessoa, PB (2008). Foto: Maria Simone Soares Moraes

O casarão é o primeiro exemplar de residência fixa na cidade pertencente a família de antigo senhor de engenho/usineiro. João Pessoa, PB. Foto: Maria Simone Soares Moraes

Uso de casarão da Rua das Trincheiras: estacionamento. João Pessoa, PB (2008). Foto: Maria Simone Soares Moraes

A expectativa da procuradora da República Vanessa Seguezzi é de que “o Iphan cumpra realmente a sentença, porque há muitas décadas não se faz o que determina o decreto-lei”. O dinheiro das multas será revertido para o Fundo Nacional de Direitos Difusos, a fim de ser usado no patrimônio cultural e no meio ambiente, entre outros setores.


Fonte: Defender.org
Fotos extraídas do estudo Ruas, casas e sobrados da cidade histórica: entre ruínas, embelezamento, os antigos e novos usos.
Doralice Sátyro Maia
Universidade Federal da Paraíba