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De 9 a 13 de novembro, o campus da Universidade Federal do Ceará – UFC será palco do II Festival UFC de Cultura.
Desta vez, a homenagem será para o poeta cearense Patativa do Assaré, que será lembrado em uma mostra no Museu de Arte da UFC (MAUC) com fotografias de Tiago Santana, xilogravuras de João Pedro e curadoria e textos do diretor do MAUC, Pedro Eymar Barbosa.
No festival será lançado o livro “100 anos de Patativa”, uma coletânea de artigos acadêmicos sobre a vida e a obra do mais importante poeta popular do Ceará.
Com o tema “Ecos Nordeste, Cultura e Desenvolvimento”, o evento vai trazer, durante os cinco dias de realização, muita música, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, teatro e artesanato – do popular ao erudito. Aberto ao público, a intenção do festival é mostrar a riqueza da cultura popular e também da arte contemporânea cearense.
A programação completa está disponível no site oficial do festival: http://www.festivalufcdecultura.ufc.br/
fonte: tendências e mercados / arte: divulgação
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La Catrina ajuda a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte. Foto Wikipedia
Hoje é o Dia dos Finados. No Brasil é dia de rezar pelos mortos, uma prática evocada pela Igreja Católica há quase dois mil anos. Protestantes e evangélicos usam a data para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como, por exemplo, o legado de um caráter idôneo.
No México, o Dia dos Mortos existe desde a época pré-hispânica, ou seja, antes da Igreja Católica. A celebração começa no dia 1 de novembro e vai até 2 de novembro. É uma das festas mexicanas mais animadas, afinal, é o dia em que os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.
Na cultura popular mexicana, a festa é presidida pela “Dama da Morte” - La Catrina de los toletes. O personagem se caracteriza como um esqueleto de mulher usando um chapéu, como distintivo da alta sociedades do início do século XX e tem uma função de lembrar que as diferenças sociais não significam nada, diante da morte. Obs: toletes são fezes.
A festa é tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
“Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade”.
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O Centro Calon de Desenvolvimento Integral – CCDI foi inaugurado há um mês em Souza, no Cariri paraibano, região que concentra mais de 600 pessoas da comunidade Calon.
Está previsto um concurso que premiará com R$ 10 mil as 30 melhores iniciativas apresentadas por pessoas físicas, comunidades/grupos pertencentes a quaisquer clãs ou etnias ciganas. Em breve, oficinas de capacitação devem qualificar a comunidade ao 2° Prêmio Culturas Ciganas, cujo edital também será lançando em breve.
O projeto Matriz das Artes, promovido pela Prefeitura Municipal de Sousa, incluiu na programação deste ano espetáculo de danças ciganas.
Fonte: Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC).
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Hoje é o dia do Folclore! Em todas as partes do mundo, cada povo tem seu folclore, sua forma de manifestar suas crenças e costumes. O folclore se manifesta na arte, no artesanato, na literatura popular, nas danças regionais, no teatro, na música, na comida, nas festas populares como o carnaval, nos brinquedos e brincadeiras, nos provérbios, na medicina popular, nas crendices e superstições, mitos e lendas.
Luís da Câmara Cascudo, nascido em Natal, RN, foi o maior estudioso do folclore brasileiro. Sua obra é uma referência para se tratar do assunto. O folclore, em especial a partir do século 20, serviu de base para a produção da arte culta brasileira. Os exemplos estão presentes em todas as artes. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi fez das bandeiras das festas juninas um elemento freqüente de seus quadros e gravuras. O compositor fluminense Villa-Lobos aproveitou-se de temas do folclore em sua obra musical.
Na literatura, Da mesma maneira, o paraibano Ariano Suassuna compôs uma ampla obra teatral baseada na tradição folclórica nordestina. Como exemplo, podem-se citar “O Auto da Compadecida” ou “A Pena e a Lei”, sem falar no monumental “Romance da Pedra do Reino”.
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular disponibiliza vários textos acadêmicos que tratam sobre o Folclore e Cultura Popular.
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19 19UTC Agosto 19UTC 2009 · 1 Comentário
Neste Dia Mundial da Fotografia, apresentamos a obra denominada “Lambe-Lambe”, série de xilogravuras do artista cearense José Lourenço.
São 15 cenas, impressas em 2008 e agrupadas em uma embalagem “De Luxo” onde o artista popular retrata o “passo-a-passo” do profissional quase extinto: o Lambe-Lambe — o guardião da memória e cronista visual da comunidade. As imagens abordam desde o cenário, a preparação para a foto como “penteando o cabelo” até a revelação e ampliação em monóculo ou papel. Tudo devidamente seriado e assinado pelo artista. Além do resgate da memória desta prática cultural, a série é limitada a tiragem de 100 kits. Arrematamos o final e temos apenas oito.

Lambe-lambe embalagem "De Luxo"

São 15 cenas do cotidiano do Lambe-lambe

Cenário para fotografia

Momento do clique com "explosão"

Revelando e ampliando

Monóculo. É do seu tempo?

As pessoas na sala de jantar
José Lourenço revelou ter vendido as matrizes da xilo (em madeira) para um fotógrafo-turista-gringo que passou pelo Ceará. Apostamos que é um grande presente para quem é fã de fotografia. Pode ser considerado também um investimento já que o artista é referência brasileira na técnica de xilogravura.
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Desde o dia 17 de agosto, a sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, está em festa. São mais de dez grupos de dança e música regionais para celebrar os 21 anos de existência da instituição, fundada no centenário da abolição da escravatura, em 1988.
Amantes do Maracatu, Jongo, Samba de Roda, Tambor de Crioula e Congo terão a oportunidade de desfrutar um pouco da beleza e do encanto da cultura afro-brasileira. Prestigiarão, também, mestres de capoeira e grupos folclóricos colombianos Bahía Trio, Benkos Kusuto, da comunidade do Palenque, em San Basílio, e o coletivo de artistas. Um dos destaques da festa será a apresentação de Luiz Melodia e Lazzo Matumbi, no dia 22, no encerramento das festividades no Teatro Nacional.
A comemoração inclui, ainda, a entrega do Troféu Palmares a personalidades representativas e de destaque na luta contra o preconceito e a favor da igualdade racial. Para conhecer os homenageados e a programação completa da semana, clique aqui.
Fonte: Unesco no Brasil
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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Culturas Populares 2009 – Mestra Dona Izabel – Artesã Ceramista do Vale do Jequitinhonha, promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC). Os interessados têm até o dia 28 de agosto para enviarem suas inscrições.
A seleção das propostas será feita por uma comissão de avaliação composta por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do sistema MinC e de instituições parceiras, com atuação reconhecida no campo das expressões das culturas populares. Para cada um dos 195 candidatos escolhidos, será destinado o valor de R$ 10 mil, totalizando um investimento de cerca de R$ 1,9 milhões em projetos culturais, que serão distribuídos entre as seguintes categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres, e Grupos e Comunidades Tradicionais.
Veja o edital
SOBRE MESTRA DONA IZABEL: é certamente a mais famosa artesã que trabalha com barro no Vale do Jequitinhonha/MG e suas bonecas têm fama no Brasil e no Exterior. Ela nasceu em 1924 e foi “descoberta” aos 44 anos. Dona Izabel representa a sua região com mulheres em diversas situações do cotidiano como noivas de branco com buquê, grávidas ou em momento de amamentação. As peças são minuciosamente enfeitadas com olhos, cílios, lábios e unhas pintadas e penteados. Algumas das peças chegam a medir de 1,5 metros de altura.
Dona Izabel criou um estilo e repassou seu conhecimento para todos da região, formando uma verdadeira escola de cerâmica.
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A 412 km de Recife/PE está Serra Talhada/PE, integrante da Rota do Cangaço e Lampião e considerada como o mais importante município para a história do Cangaço. De lá surgiram mais de 70 cangaceiros e o mais famoso deles foi, sem dúvida, Virgulino Ferreira, o Lampião. A cidade abriga o Museu do Cangaço/CEPEC – Centro de Estudos e Pesquisa do Cangaço e acaba de ganhar novas instalações. Agora funciona na Estação do Forró (Antiga Estação Ferroviária). O acervo foi ampliado com fotografias, objetos e utensílios da época, área de leitura e espaço pra exibição de filmes e documentários, além de loja de artesanato regional.
O Museu do Cangaço/CEPEC é coordenado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião/Ponto de Cultura Artes do Cangaço e cadastrado no IPHAN/Sistema Brasileiro de Museus.
Aberto de segunda a sexta-feira: das 8 as 12h e das 13h30 às 17h. Nos finais de semana e feriados: apenas quando agendados.
Tel.: (87) 3831 2041 /9938 603
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Padre Cícero esculpido pelo artista nordestino Armando Lacerda em 1969 (17 m de altura)
Ontem, 27, foi o Dia do Sacerdote. Em abril também comemora-se o aniversário de nascimento de Cícero Romão Batista, o sacerdote mais famoso do Brasil. Chamado de “Padim-Ciço”, o religioso vivia de doações. Tornou-se padre milagroso quando se espalhou a notícia que na comunhão dada à beata Maria Araújo a hóstia havia se transformado em sangue. Isso aumentou sua influência, atraindo pessoas e aumentando as doações. O clero cearense negou a veracidade do fato, acusando o padre e a beata de “farsantes”. O processo foi levado à Roma e o Padre Cícero foi punido, sendo retirado dele os direitos de sacerdote até sua morte em 1934.
Impedido do exercer os rituais da igreja, ocupou o cargo de prefeito de Juazeiro, vice-governador do Ceará e deputado federal. “Mas eram seus secretários que governavam. Ele não tinha tempo nem querência pelo poder”, afirma o biógrafo Geraldo Menezes Barbosa.
Padre Cícero foi absolvido pelo Papa XIII, mas nunca foi foi reabilitado. Morreu aos 90 anos e hoje é parte da cultura popular nordestina. Todos os anos milhares de devotos viajam em romaria a Juazeiro do Norte, hoje um das cidades mais dinâmicas do Ceará. Além de ter se tornado um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa do País, Juazeiro do Norte, dinamizou o artesanato artístico, utilitário e religioso como principal fonte de renda local.
No Museu do Horto, está seu corpo sepultado (foto). Lá milhares e milhares de promessas pagas, por graças alcançadas. Há pedaços de madeira com órgãos do corpo humano, miniaturas de casas, quepes militares, vestidos de noiva, troféus, medalhas e uma pafernália de fotos e ofertas de devotos e romeiros que acreditam nos milagres e transbordam de fé.
Em testamento, deixou sua fortuna para a Diocese do Crato e para os Salesianos.
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Este foi o convite oficial do lançamento do MuF
Acaba de ser inaugurado o primeiro Museu de Favela (MuF) no complexo Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro. O Museu é uma ação do Programa Mais Cultura, os Pontos de Memória, do Ministério da Cultura.
Os Pontos de Memória tem por concepção reconstruir a memória social e coletiva das comunidades, a partir do cidadão, de suas origens, histórias e valores, além de criar condições para que a comunidade se transforme em protagonista de sua própria história.
O Museu de Favela (MuF) deve promover um grande roteiro de visitação turística, a céu aberto, que percorrerá os morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. A proposta é mostrar a influência das culturas indígena, negra e nordestina, que se misturaram na região ao longo dos anos. O Museu da Favela também terá como missão desmitificar a imagem das favelas como guetos, associadas só à violência e à miséria a partir da valorização da diversidade cultural da comunidade expressa no samba, capoeira, forró, rap, grafite, artes plásticas, rádios comunitárias, artesanato, arte popular, e também dos bares, pensões e construções que mantêm a identidade típica de favela.
Mais informações no (61) 3414-6234 ou no demu@iphan.gov.br.
(Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan/Ministério da Cultura)
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