Estado dá renda vitalícia a mestres populares

Mestres das Artes, Patrimônio Vivo, Tesouros Vivos da Cultura, Mestre de Saberes e Fazeres. Estas são algumas denominações àqueles que mantêm vivas as tradições e conhecimentos da nossa cultura. Valorizar as pessoas e grupos que dedicaram sua vida à preservação e transmissão da cultura popular brasileira era inédito no país até, enfim, criarem leis a respeito. Há muitos casos de personagens da cultura popular que morriam na miséria.

Pernambuco foi o primeiro estado a proteger por lei os mestres. Atualmente Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia já reconhecem os mestres populares.  No Maranhão a lei é municipal, criada pela câmara de vereadores de São Luís.  O Rio Grande do Norte e o Piauí e devem lançar os primeiros editais ainda neste ano.
Boa parte dos estados tem um número fixo de vagas para os reconhecimentos e, após atingido este número, novas inscrições acontecem apenas com a substituição dos “assentos” já ocupados – um funcionamento muito parecido com a Academia Brasileira de Letras.

A transmissão do conhecimento dos mestres é parte central de todas as legislações. Essa é a contrapartida que o Estado exige dos mestres, que podem perder o título e o apoio financeiro caso não cumpram com esse requisito.

Mestres na Paraíba — No dia 30/1/2009 11 artistas receberam o título de Registro Mestres das Artes (Rema) e foram beneficiados pela Lei Canhoto da Paraíba, criada pelo Governo do Estado. Receberam o título de Mestre das Artes os emboladores de coco Geraldo Jorge Mousinho e Tomaz Cavalcante da Silva (Mousinho e Caximbim), o poeta Francisco Pedrosa Galvão, o artesão Sebastião Matias Cordeiro, a bailarina Neide Maria de Mendonça Brito, a emboladora Terezinha da Silva Carneiro (Teca do Coco de Roda), José Pedro Fernandes (Baixinho do Pandeiro), o poeta popular Manoel Mariano da Silva (Mané de Bia), o artista plástico José Altino de Lemos Coutinho, o artesão Clóvis Martins Beserra e a cantora e compositora Catarina Maria de França Carneiro (Cátia de França).

O Blog das Ruas promete uma série de reportagens sobre mestres e grupos populares brasileiros já reconhecidos. Vamos acompanhar, certo?

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