No Dia do Sertanejo, um manifesto

Impossível falar de Sertanejo sem citar Euclides da Cunha e sua memorável frase “O sertanejo é, antes de tudo, um forte” do livro Os Sertões. É nesta obra que  ele descreve o “saara vermelho” do sertão e da seca. E também o sertanejo, homem fechado, calado, silencioso, seco como sua terra, mas que tem a alma transformada quando “o mandacaru flora na seca”. Assiste em poucos dias de chuva a terra se cobrindo de verde e outras cores…e até reza e até chora e, sim, até sorri.

A natureza que o sertanejo tanto ama é sua aliada na luta pela sobrevivência. Quando o sertão explode em flores e cores, provoca em sua alma  alegria, contentamente e comemorações. E assim ele cria suas festas e tradições religiosas, rendas, fuxicos, bordados, brincadeiras, mitos, lendas e causos. E bota sempre mais um “tantim” no caldo cultural de sua comida e de sua cultura, seja escrevendo histórias em cordel ou cantando em verso e prosa na voz de outros sertanejos e repentistas.

No dia do Sertanejo enfatizamos que é preciso investimento no turismo sertanejo para impulsionar a cadeia produtiva, revitalizar a arquitetura e promover a revalorização das feiras livres — onde o artesanato e a culinária servem como incentivo cultural e econômico. Acreditamos, sobretudo, que o turismo sertanejo é viável, desde que não haja descaracterização da paisagem e nem a perda da identidade cultural do homem do sertão.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s