Lambe-lambe: de guardião da memória a patrimônio cultural

Lambe-lambe: cronista visual da sociedade

Lambe-lambe: cronista visual da sociedade

Qual família não tem em casa alguns “monóculos” — pequenos cilindros de plástico onde a foto em miniatura era visualizada contra a luz? E quem nunca viu no álbum de algum parente aquelas fotos nos bancos das praças, de namorados e até mesmo crianças montadas em algum cavalinho ou burrico?

Belo Horizonte/MG aguarda aprovação para que os lambe-lambes tornem-se patrimônio imaterial do município. No Rio de Janeiro o Iphan concedeu o título em 2005.

Segundo o museólogo e pesquisador Abílio Afonso da Águeda, que defendeu tese de doutorado em 2008 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro intitulada “O fotógrafo lambe-lambe: guardião da memória e cronista visual de uma comunidade”, o reconhecimento do ofício ajuda a preservar a técnica e ainda dá aos profissionais o status de atração cultural. Ele explica que em Cuba, por exemplo, os fotógrafos de jardins são muito procurados por turistas. Assim, defende a inserção dos lambe-lambe como prática cultural no mercado turístico das cidades.

Foto: overmundo.

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