Hoje é Dia Nacional da Cachaça

Você sabia que Cachaça e Aguardente tem diferença? Sim, tem. Além disso, esta diferença foi regulamentada por lei desde 2006. Veja:

Cachaça é a denominação típica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 48% vol. a 56% vol. a 20 °C, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose.
Aguardente de Cana
é a bebida com graduação alcoólica de 38% vol. a 54% vol. a 20 °C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose

Assim, toda padronizada, disciplinada e arrumadinha que a cachaça do Brasil comemora hoje (21) o seu dia e também o êxito com exportações acima de 11 milhões de litros. E não é só: nos últimos dois anos obteve crescimento de vendas acima de 5%, seguindo dados da agência Nielsen. Trata-se da terceira bebida destilada mais consumida em todo o mundo (superada apenas pela vodca e pelo soju coreano).

CACHAÇA DE ALAMBIQUE, ENTENDA A DIFERENÇA

Sandra Vasconcelos para o Guia Cenário Cultural (João Pessoa, PB)

Assim como o vinho, a cachaça de qualidade tem aroma, estudos de paladar e vem alcançando reconhecimento no mercado nacional e internacional. É indiscutível que ela evoluiu quando foi estabelecida as diferenças entre a produção em alambiques de cobre (praticamente artesanal) e em destiladores de coluna — com processo industrial semelhante ao da fabricação do álcool combustível.

Além da fermentação não exceder 24 horas, para a produção da cachaça de alambique apenas o coração do extrato da cana-de-açúcar é aproveitado. Os primeiros litros (cabeça) e os últimos (cauda) são descartados porque contêm impurezas. “Na cachaça de alambique, com uma tonelada de cana-de-açúcar, é possível produzir cerca de 80 litros. No método industrial, a mesma quantidade rende 140 litros com aproveitamento de 100%”, explica Antônio Chagas da Silva Sobrinho, presidente da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça – Aspeca. Este processo, por si só, já garante mais qualidade ao produto, em contrapartida, eleva o custo da bebida para o consumidor final. Por isso, apesar da demanda crescente, o mercado da cachaça de alambique ainda é pequeno.
Segundo dados do SEBRAE Nacional, em 2006 o consumo da bebida no país foi de 1,4 milhão litros/ano. Deste total, 70% é representado pela cachaça industrial e 30% pela cachaça de alambique. Para Chagas, a única maneira de melhorar a competitividade, é estimular a produção, hoje inibida pela alta tributação federal. “Os pequenos só produzem o que vão conseguir vender e isso é muito ruim”, diz.
A Paraíba produz por ano mais de 12 milhões de litros de cachaça. Isso representa apenas 2% da produção nacional. Ainda é pouco, mas o segmento já trouxe ao Estado duas vezes a medalha de ouro nas cinco edições em que participou no Concurso Nacional de Vinhos e Cachaças.
Na opinião de Gutemberg Mororó, consultor do projeto Cachaça de Alambique do Sebrae-PB, para competir no mercado o melhor seria os pequenos produtores trabalharem em sistema de cooperativa. “Com a união, todos ganhariam”, conclui.

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