Denúncia: as marcas e grifes que colaboram com a destruição da Amazônia

Foram três anos de investigação para o Greenpeace revelar quais as marcas mundiais que, mesmo involutariamente, impulsionam o desmatamento da Amazônia. São elas: Nike, Adidas/Reebok, Timberland, BMW, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Clarks, Nike, Tesco e Wal-Mart.

Segundo a Ong, o envolvimento se dá por meio da pecuária brasileira — considerado pelos ambientalistas o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil. Assim, ao rastrear o comércio da carne, do couro e de outros produtos bovinos de fazendas envolvidas com desmatamento ilegal, invasão de áreas protegidas e trabalho escravo, surgem as cinco maiores empresas da indústria pecuária brasileira, responsáveis por mais de 50% das exportações de carne do país e fornecedoras diretas ou indiretas destas marcas de peso.

Segundo o relatório, tudo tem o aval do governo que decidiu dominar o mercado global de produtos pecuários em geral e dobrar a participação brasileira no mercado internacional de carne até 2018. Assim, para impulsionar o setor, vem investindo pesado em toda a cadeia de abastecimento. Segundo a Ong,  de 2007 a 2009, as cinco maiores empresas de produtos pecuários receberam US$ 2,65 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Os três frigoríficos que receberam fortes investimetos foram a Bertin, uma das maiores comercializadoras de couro do mundo; a JBS, a maior comercializadora de carne, com controle de pelo menos 10% da produção global; e a Marfrig, a quarta maior comercializadora de carne do planeta, todas responsáveis por alimentar a destruição de grandes áreas da Amazônia, e as maiores fornecedores de matéria-prima e insumos para as grandes marcas citadas, expõe o documento.

O relatório “A Farra do Boi na Amazônia” indica que as marcas famosas de tênis, supermercados, automóveis e bolsas de grifes impulsionam esta indústria do desmatamento porque não checa se os produtos estão envolvidos ou não com os crimes praticados pela indústria pecuária brasileira (que ocupa 80% de todas as áreas desmatadas da Amazônia).

O relatório é divulgado no momento em que a bancada ruralista do Congresso Nacional tenta enfraquecer a legislação florestal brasileira e legalizar o aumento do desmatamento.

Fonte: Greenpeace

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