No Brasil, “O negro saiu da escravidão para o desemprego”

A afirmação é de Ademir Figueiredo, coordenador de estudos do Dieese a 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial que ocorreu em Brasília.
Sessenta por cento dos trabalhadores negros têm rendimento de até dois salários mínimos. Os negros são a maioria nos setores de atividade econômica com maior jornada de trabalho; com uso mais intensivo da força física de trabalho e historicamente menos protegidos pelo sistema previdenciário . Os negros formam a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada.

As estatísticas do Diese confirmam que o mercado de trabalho perpetua desigualdade racial. Os efeitos da escravidão e da abolição são sentidos até hoje em situações cotidianas como a informalidade dos vínculos de emprego que aflige mais aos negros. Após a abolição da escravatura, em 1888, houve substituição da mão de obra negra pela força de trabalho imigrante; e que antes disso a Lei de Terras (1850) manteve as terras com os senhores que ganharam a propriedade quando o país era colônia de Portugal. Os negros quando libertos não tiveram acesso à terra e ficaram sem trabalho.

“Se a história do Brasil fosse uma semana, poderíamos dizer que a escravidão durou de segunda a sexta”.

Mário L. Theodoro, diretor Ipea

Veja matéria completa na Agência Brasil.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s