Blog Action Day – Mudanças climáticas. No Brasil, maior impacto será no Nordeste

blog-action-day-2009Estamos participando do “Blog Action Day” 2009. Hoje vários blogs do mundo entraram na campanha e vão publicar algo com referência aos impactos na mudança do clima. Escolhemos focar o Nordeste, já que a Babel das Artes está aqui em João Pessoa, PB.

Citamos algumas consequências do aquecimento global que terão impacto direto na agricultura familiar, no recursos hídricos, nos avanços do mar e na erosão costeira. Segundo vários estudos, os efeitos poderiam levar a um processo de expulsão de população do Nordeste (migração), agravando os problemas urbanos na região do litoral e nas grandes cidades.

Projeção de aumento de temperatura no Nordeste
+4,0ºC (pessimista) +2,2ºC (otimista)

  • As mudanças climáticas diminuirão drasticamente a extensão de terras aptas a agricultura no Nordeste e o quadro será mais grave no Ceará (-79,6%), Piauí (-70,1%), Paraíba (-66,6%) e Pernambuco (-64,9%).
  • A caatinga merece especial atenção. É o único bioma exclusivamente brasileiro com fauna e flora de espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil e, potencialmente mais vulnerável às mudanças climáticas.
  • A combinação das alterações do clima, escassez de chuva, altas temperaturas e altas taxas de evaporação atingirão em cheio a população que vive da agricultura de subsistência no Polígono da Seca, região que ocupa 940 mil km2 e abrange nove estados nordestinos.
  • Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.
  • Há também uma tendência de aumento de 4 milímetros por ano no nível do mar, o que afetaria 25% da população brasileira. Apesar do Rio de Janeiro aparecer como uma das cidades mais vulneráveis, em Pernambuco as consequências já são visíveis: cerca de seis em cada dez praias já estão cedendo terreno para o mar. Além disso, um aumento de 3ºC a 4ºC causaria a morte de corais.
  • Em termos de saúde, deve aumentar o risco de incidência de malária, dengue, febre amarela, encefalite e doenças respiratórias.

A maioria dos estudos apontam mecanismos de adaptação para garantir a subsistência da população nas regiões de origem. São citados programas de transferência de renda, investimentos em tecnologia agrícola e criação de oportunidades no setor de serviços e na indústria, além claro, de busca energia renováveis (sustentáveis).

Fontes: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), WWF, Embrapa, Estudo Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro – 2000/2050, Agência Brasil

Blog Action Day – Abaixo assinado

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