No México, Dia dos Mortos é afirmação de identidade

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La Catrina ajuda a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte. Foto Wikipedia

Hoje é o Dia dos Finados. No Brasil é dia de rezar pelos mortos, uma prática evocada pela Igreja Católica há quase dois mil anos. Protestantes e evangélicos usam a data para lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como, por exemplo, o legado de um caráter idôneo.

No México, o Dia dos Mortos existe desde a época pré-hispânica, ou seja, antes da Igreja Católica. A celebração começa no dia 1 de novembro e vai até 2 de novembro.  É uma das festas mexicanas mais animadas, afinal, é o dia em que os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

Na cultura popular mexicana, a festa é presidida pela “Dama da Morte” – La Catrina de los toletes. O personagem se caracteriza como um esqueleto de mulher usando um chapéu, como distintivo da alta sociedades do início do século XX e tem uma função de lembrar que as diferenças sociais não significam nada, diante da morte. Obs: toletes são fezes.

A festa é tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

“Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade”.

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