Arquivo da categoria: Sabores do Brasil

Cresce produção de mel na Paraíba

mel-da-paraibaUm trabalho que alia capacitação e informação uniu os apicultores de 25 cidades provocando uma produção de 66 toneladas de mel em apenas 7 meses. O aumento na produção de mel é fruto do projeto Apis, que capacita apicultores nas microrregiões do Agreste, Brejo, Seridó e Curimataú.

O “case” virou tema do ‘V Seminário Apícola’, na semana passada. O evento destacou como o associativismo — criado a partir do projeto que hoje integra cerca de 200 apicultores — valeu a pena. Antes, os apicultores da região (com 350 pessoas envolvidas) conseguiam produzir, anualmente, de 30 a 34 toneladas.

Um dos motivos que alavancaram a produção foi o projeto do governo federal exigindo a distribuição do mel nas escolas para uma merenda escolar mais nutritiva. A ação gerou um efeito em cascata. Segundo Diógenes Vasconcelos Batista, gerente do Sebrae/PB de Araruna, “com esse projeto conscientizamos o consumidor a utilizar o mel como alimento”. Assim, em função do aumento da demanda, aumentou-se a produção.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Chimarrão será tombado pelo Iphan como Patrimônio Nacional

chimarraoAté o final do ano, o projeto de pesquisa do “Chá da Amizade” deverá ser encaminhado para o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan. A proposta é do Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (Nucva), no interior do Rio Grande do Sul e tem a aprovação do Ministério da Cultura e o patrocínio da Petrobras.

Não existe previsão de conclusão da análise pela comissão do Iphan, pois o trabalho envolve enfoques antropológicos, biológicos, farmacológicos, históricos, entre outros aspectos. O projeto de pesquisa foi focado na reconstrução histórica acerca da importância da produção ervateira para o município de Venâncio Aires e para o Estado, os processos de beneficiamento da erva-mate e as formas variadas de confecção do chimarrão. Venâncio Aires/RS é conhecido como Capital Nacional do Chimarrão, com 4 mil hectares de erva-mate. Apesar de o fumo ser responsável por 70% da economia, a erva e o hábito do chimarrão são os principais destaques da cidade. A principal bebida dos gaúchos encontra na Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) a sua maior divulgação.

O Instituto Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, divulga por todo o Estado que a bebida pode ser apresentada para o consumo em 36 modelos diferentes: Saúde (elaborado com chás), Toca de tatu, Copa, Furo alto, China pobre (cevado com pouca erva), Da praia (socado para não voar erva), Do carro (com capa para não virar), Repartido, Quadrado, Triângulo, Tapado, Ferradura, Invertido, Do prego, Meia-lua, Engrenagem, Estrela, Ninho, Apaixonado, Escavado, Vulcão, Roda de carreta (no qual a bomba faz o papel do eixo), Flor, Formigueiro, Primavera, Homenagem (traz a inscrição Fenachim), Mate amargo, Mate doce, Achego, Tradicional, De canhoto, Tradicional sem topete, Tererê (feito em cuia de taquara, madeira ou guampa), Poço, Ponte, Gaúcho macho (servido através da bomba). Além das 36 formas diferentes de cevar um mate, a entidade propaga a importância do hábito para a socialização das pessoas e para a saúde.

Dentre os bens já registrados como patrimônio imaterial do País destacam-se o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, Modo de Fazer Viola de Concho, Feira de Caruaru, Frevo e Samba de Roda do Recôncavo Baiano. O registro de bens culturais foi instituído pelo decreto 3.551, de 4 agosto de 2000.

Informações do site Defender

Livro infantil alerta sobre a extinção do caranguejo-uçá

Mangue destruído = fim do caranguejo-uça e fim da renda para as comunidades

Mangue destruído = fim do caranguejo-uça e fim da renda para as comunidades

Um dos maiores habitantes dos manguezais do litoral brasileiro é o caranguejo-uçá. A espécie é um importante recurso pesqueiro na região Nordeste, gerando renda e melhoria de vida para as comunidades extrativistas. Porém, a captura elevada da espécie, a destruição dos mangues — desde a remoção das matas ciliares, até a especulação imobiliária, já colocaram o caranguejo-uçá na  “Lista Nacional das Espécies de Invertebrados Aquáticos e Peixes Sobreexplotadas ou Ameaçadas de Sobreexplotação”, do Ibama.

Para informar e despertar a consciência ambiental nos estudantes, a pedagoga Regina Figueiredo de Araújo lançou o livro Uçazinho. A obra reúne textos e desenhos de alunos do Centro Educacional Estrela Cadente e da Escola Estadual presidente Juscelino Kubitschek, em Sergipe. Misturando arte e literatura (figuras de linguagem e de pensamento), a história aborda desde o nascimento até fase adulta do Uçazinho. São abordados temas como poluição, mangue, proteção, lei da natureza, caça predatória, dentre outros. A obra traz ainda música folclórica paródia, curiosidades e informações sobre o Uçá.

Mais informações com rosicheque@hotmail.com

Cachaças da Paraíba entre as 20 melhores do Brasil

A premiada Anísio Santiago/Havana

A premiada Anísio Santiago/Havana

O Ranking foi publicado na edição de agosto da revista Playboy. A paraibana Serra Preta já tinha se consagrado um mês antes com a premiação do Hyatt Chachaça Awards. A Volúpia também ficou entre as cinco melhores. A imbatível e rara cachaça Anísio Santiago/Havana continua em primeiro lugar. (Atenção, a lista é do último para o primeiro lugar)

20 – Rochinha 12 anos – Barra Mansa (RJ)
19 – Serra Preta – Alagoa Nova (PB)
18 – Dona Beja – Araxá (MG)
17 – Weber Haus Reserva Especial – Ivoti (RS)
16 – Sapucaia Velha – Pindamonhangaba (SP)
15 – Santo Grau Coronel Xavier Chaves – Cel. Xavier Chaves (MG)
14 – Tabaroa – Bichinho (MG)
13 – Armazém Vieira Tradicional – Florianópolis (SC)
12 – Armazém Vieira Ônix – Florianópolis (SC)
11 – Nega Fulo – Nova Friburgo (RJ)
10 – Volúpia – Alagoa Grande (PB)
9 – Casa Bucco Ouro – Bento Gonçalves (RS)
8 – Cachaça da Tulha – Mococa (SP)
7 – Maria Isabel – Paraty (RJ)
6 – Canarinha – Salinas (MG)
5 – Magnífica – Vassouras (RJ)
4 – Germana – Nova União (MG)
3 – Claudionor – Januária (MG)
2 – Vale Verde – Betim (MG)

1 – Anísio Santiago/Havana – Salinas (MG)

Saiba mais sobre a cachaça Anísio Santiago, a cachaça que vale mais que dinheiro no site Alambique da Cachaça

Livro destaca influências de raças e de culturas na comida pernambucana

Livro ilustrado tem 200 receitas

Livro ilustrado tem 200 receitas

Foi lançado nesta semana o livro ”Civilização do Açúcar – História dos Sabores Pernambucanos’, da pesquisadora Maria Lectícia Cavalcanti. O livro é resultado da parceria entre a Fundação Gilberto Freyre (FGF) e o Sebrae e integra uma das ações realizadas no projeto Roteiro Integrado da Civilização do Açúcar.

A obra traz mais de 200 receitas, que vão de entradas a sobremesas. O livro destaca as influências que o índio, o português e o africano deixaram no preparo desses alimentos.

‘Civilização do Açúcar – História e Sabores Pernambucanos’ dá continuidade a uma política editorial sobre o tema Civilização do Açúcar construída por meio de parceria entra a Fundação Gilberto Freyre e o Sebrae. Essa ação teve início em 2007 com o lançamento do livro ‘Civilização do Açúcar’, coletânea de textos de vários estudiosos. Em março deste ano foi lançado o livro ‘Assombrações e Coisas do Além’, de Fátima Quintas.

Veja também:

Paraíba no roteiro “Civilização do Açúcar”

Sertão produz o maior queijo de coalho do mundo

queijo-coalho-gigante

O queijo de coalho é uma iguaria típica da culinária nordestina e seu processo de fabricação é baseado na simples coagulação do leite e na prensagem da massa. O maior queijo de coalho do mundo é feito há três anos em Quixeramobim, a 206 quilômetros de Fortaleza/CE, durante o Fest Leite, evento que envolve as cadeias produtivas do leite e derivados.

No primeiro ano, o queijo coalho não conseguiu superar a marca mundial de 600Kg alcançada pela Holanda. Mas, em 2008, o exemplar chegou a 718,5 kg, com a utilização de 7.300 litros de leite doados pelos produtores da região. O objetivo deste ano é superar o próprio recorde e fabricar, no na terceira edição do Festival, um queijo coalho de 820 quilos.

O III Fest Leite, acontece de 13 a 15 de agosto na Praça Nossa Senhora de Fátima, ao lado do Paço Municipal.



Hoje é Dia Nacional da Cachaça

Você sabia que Cachaça e Aguardente tem diferença? Sim, tem. Além disso, esta diferença foi regulamentada por lei desde 2006. Veja:

Cachaça é a denominação típica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 48% vol. a 56% vol. a 20 °C, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose.
Aguardente de Cana
é a bebida com graduação alcoólica de 38% vol. a 54% vol. a 20 °C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até 6 g/L, expressos em sacarose

Assim, toda padronizada, disciplinada e arrumadinha que a cachaça do Brasil comemora hoje (21) o seu dia e também o êxito com exportações acima de 11 milhões de litros. E não é só: nos últimos dois anos obteve crescimento de vendas acima de 5%, seguindo dados da agência Nielsen. Trata-se da terceira bebida destilada mais consumida em todo o mundo (superada apenas pela vodca e pelo soju coreano).

CACHAÇA DE ALAMBIQUE, ENTENDA A DIFERENÇA

Sandra Vasconcelos para o Guia Cenário Cultural (João Pessoa, PB)

Assim como o vinho, a cachaça de qualidade tem aroma, estudos de paladar e vem alcançando reconhecimento no mercado nacional e internacional. É indiscutível que ela evoluiu quando foi estabelecida as diferenças entre a produção em alambiques de cobre (praticamente artesanal) e em destiladores de coluna — com processo industrial semelhante ao da fabricação do álcool combustível.

Além da fermentação não exceder 24 horas, para a produção da cachaça de alambique apenas o coração do extrato da cana-de-açúcar é aproveitado. Os primeiros litros (cabeça) e os últimos (cauda) são descartados porque contêm impurezas. “Na cachaça de alambique, com uma tonelada de cana-de-açúcar, é possível produzir cerca de 80 litros. No método industrial, a mesma quantidade rende 140 litros com aproveitamento de 100%”, explica Antônio Chagas da Silva Sobrinho, presidente da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça – Aspeca. Este processo, por si só, já garante mais qualidade ao produto, em contrapartida, eleva o custo da bebida para o consumidor final. Por isso, apesar da demanda crescente, o mercado da cachaça de alambique ainda é pequeno.
Segundo dados do SEBRAE Nacional, em 2006 o consumo da bebida no país foi de 1,4 milhão litros/ano. Deste total, 70% é representado pela cachaça industrial e 30% pela cachaça de alambique. Para Chagas, a única maneira de melhorar a competitividade, é estimular a produção, hoje inibida pela alta tributação federal. “Os pequenos só produzem o que vão conseguir vender e isso é muito ruim”, diz.
A Paraíba produz por ano mais de 12 milhões de litros de cachaça. Isso representa apenas 2% da produção nacional. Ainda é pouco, mas o segmento já trouxe ao Estado duas vezes a medalha de ouro nas cinco edições em que participou no Concurso Nacional de Vinhos e Cachaças.
Na opinião de Gutemberg Mororó, consultor do projeto Cachaça de Alambique do Sebrae-PB, para competir no mercado o melhor seria os pequenos produtores trabalharem em sistema de cooperativa. “Com a união, todos ganhariam”, conclui.