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Hora do Planeta: apagão para salvar a Terra

earth-hour-logoRealizado pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta é um movimento para combater o aquecimento global,  liderado pela WWF-Brasil e conhecido internacionalmente como Earth Hour.

A ideia é apagar as luzes de monumentos de grandes capitais do mundo, num ato simbólico para sensibilizar a população e pressionar os governos. Além disso, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de incorporar novos hábitos de consumo.

Neste ano, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Por enquanto já aderiram mais de 170 cidades de 62 países, entre elas, Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque.

Pela primeira vez, uma cidade brasileira vai aderir oficialmente ao movimento. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou compromisso com a ONG e anunciou que serão apagadas as luzes de ícones como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar,  o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana. O Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram participação.

Blog Action Day 2008: manifesto contra a pobreza

Blog Action Day (Dia de Ação nos Blogs) é um evento anual não-lucrativo que tem como objetivo unir os blogueiros, podcasters e videocasters do mundo todo para postarem sobre o mesmo assunto no mesmo dia. O objetivo é gerar uma discussão global em que as opiniões e idéias de milhares de pessoas diferentes enfoquem um único tópico. Neste ano o assunto é Pobreza.

Afinal, quem é pobre no Brasil já que todo mundo reclama da falta de dinheiro? Bem, é considerado pobre quem tem renda familiar per capita abaixo de meio salário mínimo (menos de R$ 200). Se a renda familiar for metade disso, o pobre já é considerado indigente.

Segundo dados do Ipea, estamos melhorando porque diminuímos o número dos desprovidos de recursos. Entre 2001 e 2005 a população de pobres caiu de 60,9 milhões para 53,9 milhões.  E a queda de número de indigentes no período é de 27,5 milhões para 20,3 milhões. Mesmo assim é para sentir vergonha, não?

E onde estão estes pobres brasileiros? A maioria deles está aqui mesmo, no Nordeste.  Mas é aqui também onde se concentra um número grandioso de produtos artesanais que reafirmam a nossa identidade cultural e que é um grande motor de combate à pobreza. Segundo os dados do SEBRAE, atualmente já são 8,5 milhões de brasileiros envolvidos em atividades artesanais, gerando 2,8% do PIB. O problema é que, pouco a pouco, este mercado perde a sua força. Atualmente, peças feitas em fibra de buriti, de bananeira, produtos de tapeçaria e bolsas confeccionadas em palha de carnaúba e renda são substituídos por objetos importados baratos e de plástico, como as bolsas de poderosas grifes devidamente clonadas, muitas delas resultado de trabalho infantil e de trabalho escravo. Assim, abre-se mão da natureza transformada em arte, da sabedoria popular, da afirmação cidadã e da geração de renda, para o consumo do descartável porque isso traz mais status social. Principalmente aqui, no Nordeste, estes produtos importados e de plástico — equivocadamente chamados de couro ecológico –, já estão competindo com força com o artesanato regional brasileiro.

Podemos assim concluir que o Brasil, na verdade, não é um país pobre, mas um país com muitos pobres. Não só os desprovidos de recursos, mas os desprovidos de consciência e de bom senso.