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Brasil x Argentina = somos mais desiguais

As desigualdades regionais no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil são quase o dobro das da Argentina, de acordo com os números mais recentes dos dois países.

Embora o IDH do Distrito Federal (o maior do Brasil, de 0,874) supere o índice da província autônoma de Buenos Aires (o maior IDH da Argentina, com 0,869), no extremo oposto a vantagem se inverte. O pior índice argentino (Formosa, com 0,768) é maior do que o de metade dos Estados brasileiros, ficando muito acima de Alagoas, com 0,677. Na Argentina, 15 das 24 províncias podem ser consideradas de alto desenvolvimento humano (IDH igual ou maior a 0,800); no Brasil, apenas 10 de 27 unidades da federação.

Embora o nível de desigualdade entre as regiões seja diferente, em ambos os países os piores índices se concentram na região Nordeste e os melhores, no Sul. Enquanto os nove estados nordestinos detêm os nove piores IDHs no Brasil, das seis províncias de Gran Chaco e Mesopotâmia, no Nordeste argentino, cinco estão nas últimas posições.

Já nas duas regiões mais ao sul da Argentina, Patagônia e Pampas, estão oito dos dez melhores IDHs do país. Coincidentemente, os sete estados do Sudeste e do Sul estão entre os 10 melhores IDHs brasileiros.

A Argentina ocupa atualmente a 49ª posição no ranking do IDH, com destaque no subíndice de educação, o 37º melhor do mundo. Já o Brasil está na 75ª posição, também considerado de alto desenvolvimento humano, embora seus subíndices de renda e de esperança de vida estejam abaixo de (0,800). A educação é também o campo onde os brasileiros se saem melhor (70ª posição do ranking).


Fonte: PNUD

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Acaba a exclusividade nos cartões de crédito

Com as novas medidas do Governo Federal, os lojistas  poderão aceitar as duas maiores bandeiras de cartão de crédito – Mastercard e Visa – sem ter de assinar contratos de exclusividade com Redecard e Visanet, respectivamente, que dominam o credenciamento. Além disso, com uma mesma “maquininha” será possível oferecer serviços de mais de uma bandeira.

Uma das medidas mais polêmicas (a ser debatida pelo Cognresso) será a possibilidade de o lojista diferenciar o preço para pagamento à vista.

Bem, tudo isso pode levar ainda um ano e meio. Mas enfim, fizeram algo!

veja matéria completa no Valor Econômico

No Brasil, “O negro saiu da escravidão para o desemprego”

A afirmação é de Ademir Figueiredo, coordenador de estudos do Dieese a 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial que ocorreu em Brasília.
Sessenta por cento dos trabalhadores negros têm rendimento de até dois salários mínimos. Os negros são a maioria nos setores de atividade econômica com maior jornada de trabalho; com uso mais intensivo da força física de trabalho e historicamente menos protegidos pelo sistema previdenciário . Os negros formam a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada.

As estatísticas do Diese confirmam que o mercado de trabalho perpetua desigualdade racial. Os efeitos da escravidão e da abolição são sentidos até hoje em situações cotidianas como a informalidade dos vínculos de emprego que aflige mais aos negros. Após a abolição da escravatura, em 1888, houve substituição da mão de obra negra pela força de trabalho imigrante; e que antes disso a Lei de Terras (1850) manteve as terras com os senhores que ganharam a propriedade quando o país era colônia de Portugal. Os negros quando libertos não tiveram acesso à terra e ficaram sem trabalho.

“Se a história do Brasil fosse uma semana, poderíamos dizer que a escravidão durou de segunda a sexta”.

Mário L. Theodoro, diretor Ipea

Veja matéria completa na Agência Brasil.

Maconha serve pra quê?

Serve pra fabricar alimentos, roupas e também para fazer artesanato. Sim, é verdade. Este post não é uma apologia da droga, é só pra contar que esta é uma realidade na Europa e na América do Norte. Nestas regiões, já existem diversos produtos feitos à base das fibras, sementes e óleos da maconha. Rica em proteínas, aminoácidos e minerais, os nutrientes da planta compõem até a fórmula de um complexo vitamínico canadense. Confira abaixo alguns produtos feitos à base de Cannabis:

cannabis-industria

Cerveja a marca alemã Cannabia, vende mais de um milhão de unidades/ano, óleo extraído da semente, usado na alimentação, calçados, roupas e acessórios feitos a partir do cânhamo, é mais confortável do que o couro, biscoitos e doces nutritivos e ricos em fibras naturais, proteína em pó utilizada como suplemento alimentar, pode ser misturada a sopas, iogurtes e cereais, cosmética, usada como ingrediente ativo em hidratantes e xampus.

Toda a matéria-prima utilizada é proveniente de plantações de Cannabis sem THC (tetrahydrocannabinol), substância responsável pelo efeito psicotrópico da erva. Sendo assim, o consumo de seus subprodutos não causa nenhum efeito colateral. Segundo reportagem publicada na revista Isto é Dinheiro, o cultivo da maconha sem THC poderia ser uma boa alternativa para os povos do sertão nordestino, uma vez que a planta é resistente ao calor e necessita de muito pouca água para se desenvolver.

Fontes: Revista Isto é Dinheiro
http://hempbasics.com
http://www.hempcandy.com/