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Exposição Pierre Verger em Salvador/BA

pierre-vergerPierre Verger é um ícone da fotografia francesa  e dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana – o comércio de escravo, as religiões afro-descendentes e os fluxos culturais e econômicos.

A exposição “De um Mundo ao Outro – Pierre Verger nos anos 30”, em Salvador/BA faz parte das programações para o Ano da França no Brasil e resume o trabalho do fotógrafo. Retrata um momento crucial em sua trajetória, quando decidiu romper com o modo de vida burguês após a morte de sua mãe e começou a fotografar.

Sob curadoria de Cláudia Possa, a mostra reúne cerca de cento e oitenta fotos, 30 documentos originais, 11 reproduções grande formato e um audiovisual, que mostram como era o ambiente cultural-artístico vivido por Verger nos anos 30.
De 16 de setembro a 18 de outubro Palacete das Artes Rodin Bahia. Rua da Graça, 292 – Salvador
De terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita

A dica é do Terra Magazine

Exposição de Henri Cartier-Bresson: o “olho do século 20” no SESC SP

henri-cartier-bresson

A mostra em São Paulo integra as comemorações do Ano da França no Brasil. São 133 imagens registradas em 23 países durante mais de cinco décadas (de 1926 a 1979). A exposição “Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo”, considerado o “olho do século 20″ estréia em 17 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo.

A obra do artista francês também deu origem à exposição paralela “Bressonianas”, com sete fotógrafos brasileiros que assumem sua influência, como Cristiano Mascaro, Flávio Damm e Marcelo Buainain. Além disso, também estão previstos na programação o lançamento de um livro que compila o trabalho de Cartier-Bresson, oficinas, debates e um ciclo de filmes, como o curta “A Aventura Moderna: Henri Cartier-Bresson”, em que o diretor Roger Kahane entrevista o fotógrafo e o mostra trabalhando incólume em meio a uma multidão em Paris.

Outra exposição com o fotógrafo está na Pinacoteca do Estado. Na mostra, Cartier-Bresson registra o cotidiano de Henri Matisse.

Exposição “Henri Cartier-Bresson – Fotógrafo”
De 17 de setembro a 20 de dezembro de 2009
Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195)
Informações: (11) 3095-9400

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Mostra itinerante “Impressões Visuais” está em João Pessoa, PB

Em comemoração aos 50 anos do Programa Fullbright no Brasil, a mostra ‘Impressões Visuais’  está percorrendo o país com imagens  importantes da história do Brasil e dos Estados Unidos. Agora é a vez de João Pessoa, que expõe a série na Galeria Archidy Picado, no Espaço Cultural José Lins do Rego.

Entre alguns dos momentos destacados na mostra estão as quedas dos presidentes Nixon e Collor; o Movimento das Diretas no Brasil e o Movimento dos Direitos Civis nos EUA; a conquista do Tri Campeonato de Futebol, Martin Luther King, o assassinato de John Kennedy; o golpe militar de 1964.As imagens são organizadas em seis eixos temáticos, cada um acompanhado por texto específico elaborado por renomados especialistas de cada área. ‘Herança’, por exemplo, reúne imagens da herança compartilhada pelos dois paises desde a sua descoberta, como a africana, europeia e indígena.

A mostra, promovido pela Fullbright e a Embaixada dos EUA, com apoio da Subsecretaria de Cultura e da Fundação Cultural da Paraíba (Funesc), fica em cartaz até o dia 27 de setembro, de sábado a quinta, do meio-dia às 18h, e as sextas-feiras, de 07h30, às 13h, com entrada gratuita.

SERVIÇO:

Impressões Visuais
até 27 de setembro, visitação diária, de sábado a quinta, do meio-dia às 18h; sexta-feira, das 07h30 às 13h.
Galeria Archidy Picado, Espaço Cultural José Lins do Rego
av. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho, João Pessoa. Entrada gratuita
Informações: 83-3211-6272
Promoção: Fullbright, Embaixada dos EUA, Subsecretaria de Cultura do Estado e Funesc.

Visitamos a mostra de Verger sobre Mestre Vitalino

Vitalino clicado por Verger, 1947

Vitalino clicado por Verger, 1947

Em, 1947, Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963) tinha 37 anos quando foi fotografado por Pierre Verger (1902-1996). Na época, Vitalino produzia as peças com a ajuda de seus filhos para vender na Feira de Caruaru. O fotógrafo francês havia acabado de chegar no Brasil e passou seis meses em Pernambuco. A exposição (inédita) tem curadoria do antropólogo Raul Lody e celebra os 100 anos do Mestre.

Ficamos fascinados com o que vimos. Na exposição de Pierre Verger, no Recife, é possível acompanhar o cotidiano de Mestre Vitalino, conhecer seus filhos e conferir a feira de Caruaru, até então tímida. Quem poderia imaginar que Caruaru teria a maior feira livre das Américas e que esta mesma feira seria tombada como patrimônio imaterial 2006 pelo Iphan (2006)?

O bairro do Alto do Moura, onde Vitalino vivia, é considerado pela Unesco o maior centro de arte figurativa do mundo. Ali, naquele pequeno lugarejo, antes de Vitalino, os ceramistas faziam apenas utilitários com o barro. Foi a partir de Vitalino (e de sua visibilidade) que outros artesãos começaram a produzir peças artísticas e lúdicas, representando o cotidiano do agreste.

A mão que trasformou Caruaru em centro de arte figurativa

A mão que trasformou Caruaru em centro de arte figurativa

Vitalino chamava a atenção das crianças

Vitalino chamava a atenção das crianças

O Alto do Moura já abastecia a feira de Caruaru.

O Alto do Moura já abastecia a feira de Caruaru.

Vitalino nunca se considerou artista, mas inspirou vários

Vitalino nunca se considerou artista, mas inspirou vários

Mestre Vitalino tinha fascinação pelos bois

Vitalino tinha fixação pelo boi. Fez muitos deles. Até Pablo Picasso tinha um.

Filhos continuam com a sua obra.

Depois da morte de Vitalino, os filhos, também discípulos, continuaram a fazer arte popular com o barro.

Exposição Arte do barro e o olhar da arte: Vitalino e Verger
Até 30 de agosto no Instituto Cultural Banco Real
Avenida Barão do Rio Branco, Marco Zero, Bairro do Recife
Informações: 3224-1110

Exposição de fotografia critica usineiros

Ainda dá tempo de ver a exposição de fotografia de Gustavo Moura que homenageia José Américo de Almeida por seu romance “A bagaceira” (1928). As imagens pretendem demostrar a dureza do trabalho dos cortadores de cana — uma realidade bem diferente da dos usineiros. Em depoimento à imprensa local Moura justificou a sua opinião implícita no título escolhido para a mostra Mel do Sal: “os trabalhadores extraem mel do seu ofício e os grandes empresários tiram do sal de seu suor o dinheiro para enriquecer”.

A exposição foi prorrogada até dia 14 de novembro e está aberta à visitação no Casarão dos Azulejos em horário comercial. Casarão dos Azulejos, Sala Tomas Santa Roza, Praça do Bispo João Pessoa, PB. Informações: (83) 3218.4167