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Ops, 10 usinas nucleares serão construídas no Nordeste!

area-eletronuclearA Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, está desenvolvendo para a Eletronuclear um Sistema de Informação Geográfica que vai indicar os melhores locais para instalação da Central Nuclear do Nordeste. O objetivo é construir e botar em operação seis usinas nos próximos 10 anos.

Em um primeiro momento, serão construídas duas usinas nucleares na região Nordeste, possivelmente no mesmo lugar. Cada uma terá uma capacidade de geração de 1.000 megawatts (MW) de energia.

Quatro estados disputam as novas usinas: Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco, no entanto a Eletronuclear declarou interesse no litoral entre a Bahia e Pernambuco. Um escritório da empresa já foi instalado no Recife.

Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente da Eletronuclear, diz que a usina nuclear é como se fosse uma caldeira. “Mas ao invés de queimar combustível tradicional, queima o combustível nuclear, que tem a vantagem de não gerar gás carbônico”, observa. Para ele, o importante é garantir o fornecimento de energia elétrica com o menor impacto ambiental.

O valor estimado de todo o processo de implantação da Central Nuclear do Nordeste gira em torno de R$ 20 milhões. A primeira usina deve começar a ser construídas em 2019, e a segunda, em 2021.

Abaixo, mapa das usinas no mundo.

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Hoje é dia do “Combate à Poluição”

No dia 14 de agosto comemora-se o dia de combate à poluição. O dia foi criado para esclarecer e promover um debate sobre a questão.

Pesquisa realizada pelo Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo-USP e seis universidades federais, mostra que a poluição não é mais privilégio de São Paulo. Além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Os impactos são diretos na saúde cardiovascular do brasileiro. Pelo ensaio científico, 8.169 pessoas são internadas anualmente com problemas cardíacos atribuídos à partícula fina.

Estudo obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina – poluente da fumaça do óleo diesel. O valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do país.

Fonte: UOL

Mandioca e coco geram plástico biodegradável

fibras-plastico-biodeagradavelDois ícones na cultura alimentar nordestina podem contribuir com a eliminação do plástico, considerado arquiinimigo da natureza. Uma pesquisa da Universidade Federal de de São Carlos -UFSCar, em São Paulo, desenvolveu um plástico com um composto que pode ser formado com fibras vegetais de casca de mandioca em pó ou fibras de coco e que, associadas a um poliéster biodeagradável, gerou um plástico resistente.  O produto, por enquanto, foi destinado apenas à substituição de tubos utilizados em mudas de reflorestamento, mas apresentou uma grande vantagem sobre o plástico convencional, porque não agride o meio-ambiente, já que sua decomposição gera água, CO2 e biomassa.

O NRPP –Núcleo de Reologia e Processamento de Polímeros, do  Dema — Departamento de Engenharia de Materiais, da UFSCar trabalhou em parceria com a BASF (produz o poliéster biodegradável) e a Corn Products Brasil (produz o polímero vegetal modificado).

Fonte: revista Globo Rural

Denúncia: as marcas e grifes que colaboram com a destruição da Amazônia

Foram três anos de investigação para o Greenpeace revelar quais as marcas mundiais que, mesmo involutariamente, impulsionam o desmatamento da Amazônia. São elas: Nike, Adidas/Reebok, Timberland, BMW, Carrefour, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Clarks, Nike, Tesco e Wal-Mart.

Segundo a Ong, o envolvimento se dá por meio da pecuária brasileira — considerado pelos ambientalistas o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil. Assim, ao rastrear o comércio da carne, do couro e de outros produtos bovinos de fazendas envolvidas com desmatamento ilegal, invasão de áreas protegidas e trabalho escravo, surgem as cinco maiores empresas da indústria pecuária brasileira, responsáveis por mais de 50% das exportações de carne do país e fornecedoras diretas ou indiretas destas marcas de peso.

Segundo o relatório, tudo tem o aval do governo que decidiu dominar o mercado global de produtos pecuários em geral e dobrar a participação brasileira no mercado internacional de carne até 2018. Assim, para impulsionar o setor, vem investindo pesado em toda a cadeia de abastecimento. Segundo a Ong,  de 2007 a 2009, as cinco maiores empresas de produtos pecuários receberam US$ 2,65 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Os três frigoríficos que receberam fortes investimetos foram a Bertin, uma das maiores comercializadoras de couro do mundo; a JBS, a maior comercializadora de carne, com controle de pelo menos 10% da produção global; e a Marfrig, a quarta maior comercializadora de carne do planeta, todas responsáveis por alimentar a destruição de grandes áreas da Amazônia, e as maiores fornecedores de matéria-prima e insumos para as grandes marcas citadas, expõe o documento.

O relatório “A Farra do Boi na Amazônia” indica que as marcas famosas de tênis, supermercados, automóveis e bolsas de grifes impulsionam esta indústria do desmatamento porque não checa se os produtos estão envolvidos ou não com os crimes praticados pela indústria pecuária brasileira (que ocupa 80% de todas as áreas desmatadas da Amazônia).

O relatório é divulgado no momento em que a bancada ruralista do Congresso Nacional tenta enfraquecer a legislação florestal brasileira e legalizar o aumento do desmatamento.

Fonte: Greenpeace

Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente

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“Plante árvores. Elas nos dão dois dos mais cruciais elementos
para nossa sobrevivência: oxigênio e livros.”
A. Whitney Brown

Nasce na Paraíba um macaco ameaçado de extinção

macaco-prego-galegoO Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou o nascimento do primeiro filhote nascido em cativeiro na Paraíba, resultado de estudos de pesquisadores do CPB e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O macaco-prego-galego (Cebus Flavius) tem seu habitat natural na Mata Atlântica dos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio grande do Norte e Alagoas, e vivem em grupos de 6 a 14 indivíduos, alimentando-se de frutas, flores, ovos, insetos e pequenos vertebrados.
O filhote faz parte desta espécie que ficou desaparecida por três séculos. Ele nasceu no dia 14 de junho, no Centro de Triagem do Ibama, localizado na Floresta Nacional das Restingas de Cabedelo.
O trabalho de reprodução em cativeiro foi iniciado pela equipe de estudos em 2006, quando ocorreu a redescoberta da espécie. Do casal enviado para o Zoo de São Paulo, nasceu no início do ano passado o primeiro filhote em cativeiro.
O filhote nascido na Paraíba vai permanecer durante um tempo no Cetas. Depois será enviado para um Zoo do Recife.

Hoje é Dia da Mata Atlântica

Dia  27 de maio celebra-se o Dia da Mata Atlântica, um dos oito biomas brasileiros protegido pela Constituição Federal como patrimônio nacional (artigo 225, § 4º). Estendida em 91.000 Km² do país, ela abriga uma das mais altas taxas de diversidade biológica do mundo, com muitas espécies em extinção.

Apesar da devastação que vem sofrendo desde 1500, a Mata se faz presente em 17 dos 26 estados brasileiros, do Piauí ao Rio Grande do Sul, ela apresenta diferentes relevos e paisagens e uma biodiversidade que chega a mais de 22 mil espécies de animais e plantas. Os maiores remanescentes da Mata Atlântica estão localizados nas regiões Sudeste e Sul, principalmente no corredor da Serra do Mar, que abrange desde o Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais até Santa Catarina, onde a floresta está protegida devido ao seu relevo acidentado.

Abaixo, o mapa representa a Mata Atlântica.  É possível observar que algumas áres foram incluídas (verde escuro) e outras excluídas da proteção da Lei DMA (domínio da Mata Atlântica), decreto 750, que entre outros fins, estabelece parâmetros e procedimentos para a sua identificação e proteção.

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Um grave problema apontado pelo SOS Mata Atlântica é o desmatamento. Da floresta original,  resta apenas 7,9% de sua área. Só entre 2005 e 2008, a Mata Atlântica perdeu 102,9 mil hectares, o que equivale a dois terços da cidade de São Paulo. Neste mesmo período foram desmatados 102.938 hectares em dez estados, o que corresponde a uma média anual de 34.121 hectares destruídos a cada ano.

ÁREAS MAIS DESMATADAS: No Brasil, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Bahia são as áreas mais críticas para a Mata Atlântica, pois são os Estados que mais possuem floresta em seu território e, por isso, têm grandes áreas desmatadas em números absolutos. Minas Gerais possuía Mata Atlântica, que cobria 46% de seu território; hoje restam apenas 9,68%. Já Santa Catarina, que está 100% inserido no Bioma, tem 23,29% de floresta, e a Bahia, com 33% do território na Mata Atlântica, tem hoje apenas 8,80% de floresta.

DESMATAMENTO PARAÍBA: O último mapeamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, não incluiu a Paraíba no estudo de desmatamento, mas sabemos que até 2002 cerca de 70% da mata nativa já tinha sido destruída no Estado superando o desmatamento registrado nos outros estados do Nordeste (50%). O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que por ano cerca de 17 hectares de lenha sejam retirados das matas paraibanas. Leia reportagem premiada de Severino Lopes.

“A floresta protege as nascentes, o fluxo hídrico e faz com que a produção e a qualidade dessa água cheguem até cada casa. Ou seja, enquanto a floresta existir, haverá água para beber. Se a floresta desaparecer, a nascente seca também.” Marcia Makiko Hirota, diretora SOS Mata Atlântica