Arquivo da tag: movimentos sociais

Mulheres: “Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres”

Cerca de duas mil mulheres caminharam 116 quilômetros desde Campinas/SP (8 a 18 de março), de onde saíram até São Paulo, destino final da 3ª Ação Internacional do movimento.

Ao todo, no Brasil, três mil mulheres dos 27 estados brasileiros participaram da chamada Ação 2010, que tem quatro eixos de luta: autonomia econômica das mulheres, paz e desmilitarização, pelo fim da violência sexista e pela defesa dos bens comuns e serviços públicos.

O lema da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres é “Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres”. Por isso, nem no Brasil, nem nos outros 51 países que realizaram atividades no primeiro período de lutas (de 8 a 18 de março), significou um ponto final. O segundo período de lutas será de 7 a 17 de outubro, na República Democrática do Congo.

Foto extraída do site Marcha Mundial das Mulheres

Anúncios

Rumo à II Conferência Nacional de Cultura

Cerca de 1,3 mil pessoas dos setores de Arte Digital, Dança, Arquitetura, Artes Visuais, Livro – leitura e literatura, Artesanato, Música, Moda, Circo, Teatro, Cultura Indígena, Patrimônio Material, Culturas Populares e Patrimônio Imaterial estarão reunidas em Brasília entre os dias 7 e 9 de março nas Pré-Conferências Setoriais para discutirem e votarem as propostas para a II Conferência Nacional de Cultura.

A abertura será no domingo, às 19h, no Museu Nacional Honestino Guimarães (Esplanada dos Ministérios), com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Sandra Vasconcelos, da Babel das Artes, é uma das delegada da sociedade civil que participa do evento propondo diretrizes para os planos setoriais de cultura, que integram o Plano Nacional de Cultura, em tramitação no Congresso Nacional.

Além das propostas, os delegados das Pré-Conferências Setoriais vão eleger seus representantes para compor o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).

A finalidade do Conselho (com 46 titulares entre governo, segmentos artísticos e sociedade civil) é propor a formulação de políticas públicas e fiscalizar a execução do Plano Nacional de Cultura; estabelecer as diretrizes gerais para aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Cultura; apoiar os acordos para a implantação do Sistema Nacional de Cultura.

Os nomes dos escolhidos para ocupar assento no CNPC devem ser anunciados durante a realização da II Conferência Nacional de Cultura.

Informações para a Imprensa: (61) 2024-2223, com Ismália Afonso, da Ascom SPC/MinC.

Pontos turísticos da Paraíba dão nome a ruas de conjunto residencial

Em Gramame, acaba de ser aprovado o Projeto de Lei que denomina as 13 ruas do Conjunto residencial Parque Sul I, em Gramame, litoral sul de João Pessoa, com nomes de pontos turísticos da Paraíba. Os nomes foram escolhidos em uma assembléia em 26 de setembro com a participação de moradores da comunidade.

Estes foram os aprovados pela Câmara Municipal: Rua 01 – Igreja de São Francisco; Rua 02 – Cristo Rei; Rua 03 – Farol do Cabo Branco; Rua 04 – Memorial de Frei Damião; Rua 05 – Estação Ciência; Rua 06 – Pico do Jabre; Rua 07 – Vale dos Dinossauros; Rua 08 – Serra do Jatobá; Rua 09 – Pedra de Ingá; Rua 10 – Forte de Santa Catarina; Rua 11 – Pôr-do-sol do Jacaré; Rua 12 – Porto do Capim; e Rua 13 – Cachoeira do Roncador.

Alguns destes pontos ficam em  João Pessoa, outros nas proximidades, mas tem lugares também bem distantes da capital, mas que vale uma escapada.

Farol do Cabo Branco, em João Pessoa, PB

O Farol do Cabo Branco, construído em 1972, é um dos pontos mais visitados de João Pessoa. Está entre a praia do Cabo Branco e a praia do Seixas. O projeto de Pedro Abraão Dieb reverencia uma planta de sisal – por anos a vedete da economia paraibana.

Igreja São Francisco, João Pessoa, PB

O Conjunto São Francisco (1770) é um dos mais importantes complexos barrocos do país e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. É composto pela Igreja São Francisco e também pelo Convento de Santo Antônio. A obra possui motivos portugueses e orientais, incluindo talhas de madeira e azulejos azuis que contam a paixão de Cristo.

Para entender a 1ª Conferência de Comunicação

Começou no dia 14 a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em Brasília. O evento tem como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”. Para culminar neste encontro diversas conferências foram realizadas por todo o Brasil (nós, da Babel das Artes, participamos na Paraíba). Delas saíram 6 mil propostas (teses) que servirão de base para orientar ou gerar leis para a política de comunicação no Brasil.

É importante divulgar aqui em nosso blog que a 1ª Confecom quase não aconteceu já que as maiores emissoras de TV (reunidas na ABERT – “Globo”), além de jornais (ANJ – “O Globo, “Folha”, Estadão) e revistas (ANEER – Abril) não aceitaram as regras da conferência e se retiraram.  Somente a ABRA (que reúne Band e RedeTV) e as teles (os grandes grupos que chegaram a Brasil para investir em telefonia e internet – Oi, Telefônica, Vivo) permaneceram na Confecom.

Tudo bem que a legitimidade se alcança com a presença dos empresários. O problema é que, conforme resumiu Rodrigo Vianna,  para garantir a presença destes grupos, o governo (que convocou a Confecom) teve que ceder.  Para agradar os empresários, criou-se uma regra que divide os delegados da Confecom em 3 categorias: sociedade civil (40%),  empresários (40%), governo (20%) e criou-se uma regra: propostas polêmicas (ou, “temas sensíveis”) só serã aprovadas na Plenária Final da Confecom se tiverem uma porcentagem alta de votos e ainda voto de pelo menos um representante de cada setor. Ou seja, em tese, os empresários teriam poder de veto na Plenária Final, porque detém 40% dos delegados (só as teles têm 26% de delegados). Ou seja, se todos os delegados empresariais foram contra uma proposta, o veto estará dado. Ou seja, difícil avançar para a democratização da informação…

Entre as teses, a maioria defende criação de um marco regulatório com controle social dos meios de comunicação, com forte intervenção do setor público na iniciativa privada. Uma das propostas proíbe que deputados e senadores votem nos processos de outorgas e renovações de emissoras ligadas a eles próprios ou seus parentes. Outra pede que seja proibida a outorga de rádio ou TV para ocupante de cargo público (atualmente cerca de 30% dos membros do Senado e 16% de membros da Câmara têm concessão). Foi aprovada ainda sugestão que pede a criação de uma política para coibir o monopólio e o oligopólio no setor.

As aprovadas serão incluídas no relatório final da conferência e poderão ser transformadas em projeto de lei no Congresso Nacional.

A Confecom recebe o nome do jornalista e professor gaúcho Daniel Herz, uma homenagem a quem foi mentor do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e da ideia – nos anos 80 – de se realizar uma conferência para discutir as comunicações no Brasil.

A Confecom vai até o dia 17 de dezembro. Acompanhe ao vivo no site oficial do evento.

babeldasartes@gmail.com

Arte da periferia ganha visibilidade em João Pessoa/PB

MAP-arte-periferica-joao-pessoaA fim de mostrar a arte que a comunidades do Porto do Capim, São Rafel, Timbó e Citex produz, a partir de 21 de outubro tem início a I Mostra da Arte Periférica (MAP), na Estação Cabo Branco. A exposição coletiva reúne o resultado de oficinas na periferia, com grafite, fotografia, literatura, cinema, artes plásticas, música, multimeios e comunicação digital.

A mostra, com curadoria de Gigabrow, permanece aberta a visitação do público até o dia 29 de novembro das 10h às 18h até na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte no bairro do Altiplano. Entrada gratuita.

Artistas | Jailson, Minelo, Lêgo, Mumia, Rotty, Cassiano, Dykwan, Darcy Lima, Mc Léo Thomas, Beto Souza, Alcelines Poffty, Joálisson Cunha, Gilvan Gonçalves, Johnny Labaredas

Vernissage dia 21 de outubro às 16h30.


Marcha paraibana percorre 90 Km

De acordo com o site Pastoral da Terra, a marcha saiu de Campina Grande, no dia 14 de agosto, com destino a João Pessoa, e já percorreu oito municípios, totalizando aproximadamente 90 km. A “Marcha Estadual Contra a Crise: Reforma Agrária Já!”, percorre municípios da Paraíba denunciando a crise, altos preços da energia elétrica, situação dos atingidos pela Barragem de Acauã, discutem a importância da Reforma Agrária e denunciam a violência que os trabalhadores/as sofrem no estado com torturas e homicídios. A mobilização terá o maior tempo de duração em todo o país, de 14 de agosto a 1º de setembro. A Marcha saiu de Guarabira no dia 27 de agosto e deve chegar em João Pessoa no dia 1º de setembro.

Sobre Barragem de AcauãA construção do reservatório em 2002 provocou o deslocamento de aproximadamente 4.500 pessoas, que viviam às margens do Rio Paraíba e que dali tiravam seu sustento. As famílias foram transferidas para conjuntos habitacionais isolados, situados em áreas desérticas e desprovidos das mais elementares condições de vida, onde faltam serviços públicos e, principalmente, meios de os moradores retomarem suas atividades produtivas. Em 2005 o Ministério Público Federal – MPF, propôs ação civil pública contra o Estado da Paraíba. Em 2007 o Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) constatou a situação precária e declarou em relatório que a situação nos assentamentos era grave. Em 2008, uma nova ação civil pública foi ajuizada pelo MPF, com pedido de liminar, contra o estado da Paraíba e a União, por não terem assistido de forma adequada as pessoas desalojadas com a construção da Barragem de Acauã.