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Museus para a harmonia social

Criado em 1977 pelo Comitê Internacional de Museus (ICOM), o Dia Internacional de Museus, 18 de maio, é a oportunidade que as instituições têm, em todo mundo, para sensibilizar o público sobre a importância dos museus na sociedade.

Este ano, o tema que norteará a reflexão será “Museus para a harmonia social”. A temática destaca o papel do museu como uma instituição conectada ao mundo contemporâneo e interessada na vida social, política e econômica da sociedade e stimula ainda a discussão, a reflexão e a prática do respeito e da valorização das diversidades e diferenças.

Veja algumas atividades bacanas que garimpamos para 8º Semana Nacional do Museu, realizada pelo MinC:

No Recife, o Instituto Cultural Banco Real receberá 72 trabalhos de artistas pernambucanos. A Católica de Pernambuco realiza, entre outras oficinas, aula de Pintura Rupestre. O Museu Regional de Olinda contará com uma exposição que vai recompor o cotidiano e a vida social e política da sociedade em 1700. Em Natal, RN, tem oficinas de paleontologia para crianças como “Brincando com os Fósseis” e palestras sobre Mamíferos Fósseis do Estado.

Museu da Favela - MUF, no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, as centenas de lajes dos morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, que formam uma imensa rede de pequenos terraços típicos de favelas de encostas cariocas com vistas para o mar, estão sendo palcos de diversos eventos culturais. Museu de Favela também pretende realizar o  FESTMUF anualmente,  até 2013, quando a Cidade do Rio sediará a 23ª. Conferência Internacional de Museus – ICOM, sobre o tema ”Museus (memória criatividade = transformação social)”.

Veja programação completa da 8ª Semana Nacional de Museus no site do Ibram.

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Hoje é Dia Nacional do Turismo

Alavancar o Turismo é uma das estratégias para o crescimento do Brasil. Trata-se de uma atividade que movimenta a economia gerando recursos e também é uma forma de preservar o Patrimônio Cultural de uma região, embora nem sempre se faça este aproveitamento de forma conveniente.

O centro de João Pessoa-PB é um exemplo. Com casario e ruas tombadas como Patrimônio Histórico passa por revitalização. Ainda assim há vários casarões que estão sem telhado, o que demonstra uma forma repugnante que os donos destes imóveis encontraram de comprometer as estruturas e acelar o processo de destruição do bem. O objetivo é que a casa caia e assim, possam vender o terreno. Providências poderiam ser tomadas a respeito, já que existe lei para denunciar isso e, sem este casario preservado, a função cultural e social do Patrimônio, incluindo o turismo, ficam comprometidas.

Como fazer turismo de uma maneira sustentável é a grande pergunta do momento em vários lugares do mundo. Até porque quando abordamos o turismo cultural e ecológico os recursos, sabemos, necessitam de investimento em preservação. Acreditamos que o Dia Nacional do Turismo pode ser usado para refletir sobre esta questão.

A Arte Popular também ganha com o desenvolvimento do Turismo. A Babel das Artes, que está no Mercado de Artesanato (lugar mais visitado pelos turistas (pesquisa 2010 Fecomércio), contribui neste sentido porque promove o trabalho de cooperativas e associações de artesãos e dos artistas locais, destacando as peculiaridades da  cultura local.

Para completar, é interessante saber que existem vários tipos de turismo. As informações foram garimpadas em estudos realizados na Espanha, onde o fluxo de turistas é de mais de 50 milhões de visitantes estrangeiros/ano. No Brasil, um país infinitamente maior do que a Espanha, este número está em pouco mais de 5 milhões/ano.

Sol e praia: é um dos tipos de Turismo mais explorados no Brasil, sobretudo no Nordeste uma região onde o sol marca presença o ano inteiro (abaixo, litoral de João Pessoa, foto de Gilberto Stuckert

Litoral de João Pessoa/PB

Ecoturismo: o Brasil investe neste tipo de turismo sobretudo pela vocação. Aqui temos potencial para sermos o primeiro destino do mundo: meio-ambiente propício para prática de todos os esportes, incluindo os náuticos.

Turismo cultural: não é um destino único, envolve outros destinos. João Pessoa, por exemplo, agrega turismo de sol e mar e cultural visto que sua área urbana central foi tombada como Patrimônio. O interior da Paraíba também tem destinos com este foco em função de suas manifestações culturais como o Maior São João do Mundo, Festa do Bode Rei, Roteiros do Frio (serras), Roteiros Civilização do Açúcar (visitas a engenhos e festivais de gastronomia com cachaça e rapadura), Festival de Cinema (Cineport e Aruanda), sítios arqueológicos como a Pedra do Ingá ou as pegadas de dinossauros, em Souza.

Turismo de negócios: Este tipo de turismo envolve visitantes que permanecem por curto período (normalmente para reuniões de trabalho). Este tipo de turista tem muito impacto na economia local pela alta capacidade de consumo do visitante. Nesta categoria também estão os turistas de feiras de negócios e de congressos científicos ou profissionais e os turistas que viajam como incentivo ou prêmio de empresas em que trabalham. Abaixo foto de Samuel G*zé.

Projeto Oscar Niemeyer - João Pessoa, PB

Estação das Artes e das Ciências Cabo Branc, João Pessoa-PB

Há também outros tipos de turismo: Turismo religioso, Turismo rural, Turismo de saúde e bem-estar, Turismo de terceira idade, Turismo de cruzeiros e ainda o turismo de parques temáticos como o Hopi Hari em São Paulo ou a Disney nos EUA.

Enfim, Justiça vai multar donos de prédios tombados em mal estado de conservação em todo o País

Este mês a Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faça valer a lei e aplique as multas cabíveis aos proprietários de imóveis tombados em mal estado de conservação. A decisão é válida para todo o País e a autarquia do Ministério da Cultura tem prazo de 90 dias para agir, sob pena de multa de R$ 10 mil por caso de descumprimento.

A base legal para a ação é o Decreto-Lei nº 25, de novembro de 1937, assinado pelo presidente Getúlio Vargas e seu ministro da Educação, Gustavo Capanema. Nele foi organizada a proteção ao tombamento e definidas as competências e as punições aplicáveis pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em seu vigésimo e penúltimo artigo, o Decreto-Lei nº 25/37 diz, textualmente: “As coisas tombadas ficam sujeitas à vigilância permanente do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que poderá inspecioná-los sempre que for julgado conveniente, não podendo os respectivos proprietários ou responsáveis criar obstáculos à inspeção, sob pena de multa de cem mil réis, elevada ao dobro em caso de reincidência”.

O patrimônio tombado no país inclui desde fortificações militares e edificações de valor histórico até cidades inteiras, como as que estão no caminho da Estrada Real, em Minas Gerais, parte de Petrópolis e também o Centro Histórico de João Pessoa, que têm casarões abandonados, mesmo dentro da área de proteção. Dizem por aqui que os proprietários destes casarões arrancam os telhados para que as casas se decomponham mais rapidamente!

Rua João Suassuna, Centro Histórico, João Pessoa, PB (2008). Foto: Maria Simone Soares Moraes

O casarão é o primeiro exemplar de residência fixa na cidade pertencente a família de antigo senhor de engenho/usineiro. João Pessoa, PB. Foto: Maria Simone Soares Moraes

Uso de casarão da Rua das Trincheiras: estacionamento. João Pessoa, PB (2008). Foto: Maria Simone Soares Moraes

A expectativa da procuradora da República Vanessa Seguezzi é de que “o Iphan cumpra realmente a sentença, porque há muitas décadas não se faz o que determina o decreto-lei”. O dinheiro das multas será revertido para o Fundo Nacional de Direitos Difusos, a fim de ser usado no patrimônio cultural e no meio ambiente, entre outros setores.


Fonte: Defender.org
Fotos extraídas do estudo Ruas, casas e sobrados da cidade histórica: entre ruínas, embelezamento, os antigos e novos usos.
Doralice Sátyro Maia
Universidade Federal da Paraíba

Museu do Frevo de Recife recebe verba do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar R$ 3 milhões para a instalação do Museu do Frevo (Paço do Frevo) em um casarão na Praça do Arsenal, onde funcionou a antiga empresa inglesa de telégrafos, a Western Telegraph Company Limited, no Recife Antigo. O valor total do projeto é de R$ 9 milhões, sendo o restante da contrapartida de responsabilidade do governo do estado de Pernambuco.
O acordo foi assinado nesta segunda-feira (26), entre o BNDES, a prefeitura de Recife e a Fundação Roberto Marinho. A sede do Museu do Frevo deve abrigar também uma escola de frevo, uma sala de audição, auditório e espaço para exposições.

Fonte: Agência Brasil

Imagem do dia: Centro Histórico, João Pessoa, PB

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