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Cristo Redentor é tombado como patrimônio nacional

O cartão-postal carioca de 38 metros foi inaugurado em 12 de outubro de 1931. Hoje foi tombado definitivamente como patrimônio nacional. O aviso do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) foi publicado nesta quinta-feira no “Diário Oficial da União”.

A estátua construída no Corcovado, no Estado do Rio, foi eleita uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, em votação realizada pela internet e por mensagens de celular, organizada por uma fundação da Suíça. Os vencedores foram apresentados em uma cerimônia realizada no dia 7 de julho de 2007, no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.

Fonte: Agência Brasil

Cadê a pegada de dinossauro que estava em Sousa?

pegadas-dinossauro-souzaO Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) retirou uma pedra com pegadas de dinossauros do Sítio Piau, zona rural do município de Sousa. A pedra estava no Vale dos Dinossaurosna região da Bacia do Rio do Peixe, no sertão paraibano. Ela foi retirada e seria doada à Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande.

A procuradora da República Lívia Maria de Sousa anulou a doação e recomendou que a pedra deve ser entregue ao museu existente no Monumento Natural Vale dos Dinossauros, em Sousa. A procuradora declarou que a extração causou prejuízo irreparável ao patrimônio cultural brasileiro, bem como à população de Sousa. Para ela, o patrimônio cultural existente em Sousa representa um instrumento de desenvolvimento dos municípios da região, incluindo as cidades vizinhas que apresentam alto índice de pobreza.

O MPF ainda deve instaurar procedimento administrativo para investigar responsabilidades pela dilapidação do patrimônio cultural do Vale dos Dinossauros, o que configura ato de improbidade administrativa.

Os sítios das pegadas de dinossauros da Bacia do Rio do Peixe, em Sousa, são reconhecidos como Monumento Natural Vale dos Dinossauros, pelo Decreto nº 23.832 de 27 de dezembro de 2002. Também existe procedimento administrativo para o Iphan tombar o Vale dos Dinossauros, mediante iniciativa do grupo de trabalho do Ministério Público Federal, para fins de posterior reconhecimento dos sítios paleontológicos existentes na Bacia do Rio do Peixe, pela Unesco, como patrimônio da humanidade.

Fonte: Defender

Iphan pesquisa sobre bonecos e mamulengo no Nordeste

Mamulengo, foto Andre Dib, Overmundo

Mamulengo, foto Andre Dib, Overmundo

O termo mamulengo deriva da expressão “mão molenga”, uma referência à mão que manipula os bonecos.
A arte de fabricação de bonecos e de apresentação do mamulengo ou Cassimiro Coco, no Nordeste está sendo pesquisada e registrada em depoimentos, fotos, vídeos e textos. O Projeto de Registro do Mamulengo como Patrimônio Cultural do Brasil é financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a partir de uma sugestão da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB). O objetivo é resgatar a atividade artística dos bonequeiros, contribuir para a sua preservação e formar um registro histórico sobre os artistas em atividade.

A pesquisa começou em 2007 e está na fase final. Além do Ceará, há registros no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. O trabalho está previsto para ser concluído no próximo mês de outubro.

Um exemplo de como andam os números: de acordo com levantamento realizado na primeira fase da pesquisa, constatou-se que no Ceará havia 71 brincantes, mas alguns faleceram ou deixaram de brincar. Os pesquisadores encontraram apenas 13 artistas populares, que estão sendo entrevistados, fotografados e filmadas suas apresentações.

Saiba mais sobre Mamulengo aqui.

Arte Popular, miriti e a preservação do Patrimônio

O miriti vem do caule da planta do mesmo nome. É uma madeira leve, semelhante ao isopor, mais consistente e usado na arte popular do Pará para a manufatura de brinquedos.

O projeto “Maquetes em Miriti: A Arte Popular como Instrumento de Educação Patrimonial”, do Instituto de Artes do Pará (IAP), foi selecionado pelo programa Monumenta, do Ministério da Cultura, e aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A primeira experiência do uso do miriti na construção de maquetes foi no programa Ateliê Aberto, no curso de Arquitetura da Universidade Federal do Pará (UFPA). Ao pesquisar sobre a história de cada prédio e sua construção, os estudantes buscaram os métodos e procedimentos próprios dos tradicionais brinquetos. O desafio era, seguindo o rigor do desenho na prancheta, alcançar métodos para a construção das maquetes, cada uma de um prédio histórico de Belém: Forte do Castelo, Chalé do Bosque Rodrigues Alves, Igreja de Sant’ana, Mercado de Carne do Ver-o-Peso e Museu do Estado. .

Agora elas devem seguir para as escolas públicas acompanhadas de painéis didáticos e exibição comentada sobre a produção das maquetes. Os alunos também poderão identificar na cartografia da cidade onde estão situados os sítios de preservação e debater sobre o papel da sociedade na preservação do patrimônio histórico de Belém.

Fonte: http://www.iap.pa.gov.br