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Chinelos com xilogravura de J. Borges

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Com tantas atividades durante junho e julho, nossas antenas falharam. Só agora descobrimos que a Dupé lançou a coleção Arte Brasileira com réplicas de xilogravuras de J. Borges, patrimônio vivo de Pernambuco.

Agora a gente só pensa nisso: queremos alguns pares! Soubemos que a edição é “limitada”, então, começa agora a operação caça ao tesouro. Quem souber onde encontrar, por favor, grite!

Pra quem não sabe, a marca Havaianas também lançou uma “edição limitada” em homenagem ao  “Maior São João do Mundo, Campina Grande”.

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jborges-xilogravuraSOBRE JBORGES: Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2000, JBorges tem 73 anos. Ele é um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina. Apenas em uma turnê ele percorreu 20 países europeus e foi tema de uma reportagem no jornal The New York Times e apontado como um gênio da arte popular.  Já teve um lote de xilogravuras de sua autoria arrematado por US$ 30 mil num leilão nos Estados Unidos. O dinheiro, no entanto, não foi para o bolso do artista. Ficou com um colecionador americano que garimpa exemplares raros de obras folclóricas.
Em sua cidade natal, Bezerros, no agreste pernambucano, há o Memorial J. Borges, com exposição de parte de sua obra e objetos pessoais.

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Clientes de SP foram indicados por amigos

martha+luizfernandoO boca-a-boca da Babel das Artes está funcionando! Os paulistas Martha e Luiz Fernando vieram pela primeira vez à João Pessoa/PB e adoraram a tranquilidade e a beleza do lugar. Visitaram a Babel das Artes por indicação de amigos de São Paulo.

Levaram um trabalho do pernambucano Paulo Caldas e um naïf da pintora paraibana Analice Uchôa. Fã do americano Robert Crumb*, Luiz viu semelhança de seus traços com as xilogravuras do cearense José Lourenço. Martha também levou uma camiseta em algodão colorido com estampa criada por José Altino — uma exclusividade Babel das Artes.

* Robert Crumb é um festejado autor de histórias em quadrinhos underground, internacionalmente conhecido por ter feito, entre outros trabalhos, a capa do lendário álbum Cheap thrills, do Big Brother & The Holding Company, com Janis Joplin nos vocais. Atualmente, as obras do artista podem ser vistas penduradas em casas de milionários ao lado de Pablo Picasso, David Hockney ou polaróides de Andy Warhol.

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Do berço da xilogravura, a arte de José Lourenço

A grande Juazeiro do Norte/CE, é mais conhecida pela movimentação turística dos devotos do Padre Cícero, mas é o ilustre berço da xilogravura nordestina.

As primeiras manifestações da arte na cidade são consequência da vinda do entalhador italiano Agostinho Balmes Odísio para esculpir as portas da igreja matriz da cidade. Assim, uma geração de artesãos se entusiasmou e se formou na arte de esculpir portas, guarda-roupas e santos para atender a demanda dos romeiros. Com a arte dos santeiros e tipografias improvisadas Agostini ensinou também o entalhe de matrizes de madeira para a impressão de títulos para o jornal do Padre Cícero e de rótulos de produtos fabricados pela indústria no vale do Cariri. Mas a fase áurea da Xilogravura veio mesmo nos anos 40 e 50 com a propagação do Cordel.

jose-lourenco-xilogravura2O consumo da literatura de cordel era tanto que chegou a 24 mil exemplares impressos por dia. “A Morte de Getúlio”, de Francisco Minelvino da Silva, chegou a vender 200 mil exemplares em uma semana. Os folhetos eram distribuídos para todo o Brasil, direto de Juazeiro. Esse contexto marcou o auge da xilo até que, nos anos 60, caiu em desuso. A indústria cultural e seus mocinhos e vilões de novelas v’ao ocupando o imaginário do povo.

A arte sobrevive como a arte de resistência. José Lourenço, entre outros, figuram como xilógrafos que marcam época e contribuem para a solidez de uma atividade morta e ressuscitada. Ele reclama para si a criação da impressão da xilogravura sobre azulejos. Ele compartilhou os segredos da técnica através de oficinas como convidado em eventos sobre Cordel e Xilogravura. Todo mundo aprendeu, mas ninguém tem o mesmo capricho que ele, que faz capas de papel craft com reprodução das mesmas imagens impressas na cerâmica (foto acima).

Azulejo 15 x 15: R$ 20 + frete

Azulejo Lampiao e Maria Bonita (15 x 15): R$ 20 + frete ESGOTADO

Azulejo São Jorge (15 x 15): R$ 20 + frete

Azulejo São Jorge (15 x 15): R$ 20 + frete ESGOTADO

Além dos azulejos, outras obras de José Lourenço estão disponíveis na Babel das Artes. Temos a série limitada — “A História do Lambe-Lambe”, que pode se tornar rara, já que o artista vendeu a matriz para um estrangeiro.

Fonte: 100 anos de xilogravura e Diário do Nordeste.

Artesanato é tema de pesquisa em Design de Moda

larissaedanubiaLarissa e Danúbia são universitárias, alunas do curso de Design de Moda da Unipê, em João Pessoa. Vieram ao Mercado de Artesanato atrás de referências e informação visual pra realizar um trabalho do curso.

Na Babel das Artes elas encontraram muito material pra sua pesquisa. Conheceram o batik do Catolé do Rocha, no sertão paraibano, as serigrafias e pinturas dos adolescentes do Projeto Jovem Artesão, da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife; o trabalho do paraibano Guariguazi, que transforma qualquer pedaço de madeira em ultracoloridos personagens do nosso cotidiano e o circo itinerante feito de cabaças do Babá Santana. Também descobriram a arte ingênua de Analice Uchôa, as mulheres de barro da Lucineide Guilhermino, da Tê e da Mara Cavalcanti, os utilitários de cerâmica da Nevinha e do Tôta vindos de Itabaiana, as bolsas de chita da Cooperativa As Cabritas, de Boa Vista/PB e os pássaros e as cabeças do mestre da xilogravura José Altino, que ilustram camisetas feitas com algodão colorido da Paraíba. Se encantaram com o as peças em escama de peixe da Cleide Cunha, produzidas por uma associação de mulheres de Recife/PE. Larissa não resistiu e levou um anel da coleção pra dar de presente.

Meninas, queremos ver o resultado final da pesquisa. Com tanta inspiração, certamente será algo muito criativo.

Mestre das xilogravuras é japonês

kuniyoshi

Utagawa Kuniyoshi é considerado um mestre das xilogravuras japonesas e também precursor dos mangás orientais. Ele retrata paisagens do Japão e da China. Quem tiver oportunidade de ir a Londres (suspiro de inveja), pode conferir desde 21 de abril, 150 trabalhos do artista.

Royal Academy of Arts
London W1J 0BD
www.royalacademy.org.uk

Exposições de Xilogravura no Ceará

Duas exposições simultâneas sobre xilogravura podem ser vistas até o dia 3 de maio no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza. “Entre a Xilo e o Múltiplo: Clube de Colecionadores de Gravura do MAM” reúne 29 gravuristas, tem curadoria de Cauê Alves e foi organizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além do argentino Nicolás Robbio, participam grandes nomes brasileiros, como Cildo Meireles (RJ), Paulo Bruscky (PE) e Rubem Grilo (MG). Os outros gravuristas participantes são Antonio Dias (PB), Athos Bulcão (RJ), Daniel Senise (RJ), Espaço Coringa (SP), Fábio Miguez (SP), Efrain Almeida (CE), Hélio Vinci (SP), Hércules Barsotti (SP), José Damasceno (SP), José Marcionilo Pereira Filho – Nilo (CE, autor da obra acima), Judith Lauand (SP), Karin Lambrecht (RS), Laura Vinci (SP), Mabe Bethônico (MG), Marepe (BA), Nelson Leirner (SP), Nuno Ramos (SP), Paulo Climachauska (SP), Regina Johas (SP), Rivane Neuenschwander (MG), Roberto Bethônico (MG), Sérgio Sister (SP), Valeska Soares (MG), Vânia Mignone (SP) e Waltércio Caldas (RJ).

Na mostra “Minha Vida na Xilogravura: Gravadores de Juazeiro”, dez gravuristas de Juazeiro do Norte mostram suas diferentes abordagens do temas locais. Participam da exposição Abrahão Batista, Ailton Laurino, Cícero Lourenço, Cosmo Braz, Francorli, José Lourenço, Manoel, Naldo, Nilo e Stênio Diniz.

Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza
Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro. Tel. (85) 3464-3108

As xilogravuras de José Altino

“Sobre as folhas de papel sucedem-se cabeças planas, negras, iluminadas no interior pelas suaves impressões digitais da madeira que lhes serviu de matriz, recortadas pelo fundo branco, que nelas penetra pelos cabelos, pescoço, ombros e boca”.
Essa foi a sensação causada pela obra  de José Altino em Portugal, quando da sua exposição na cidade do Porto.

Mestre paraibano da xilogravura, há mais de 40 anos ele grava na madeira a poesia de seus desenhos. Abaixo você pode conferir um pouco dessa arte tão tradicional em alguns trabalhos de José Altino.

Onça do Miramar - R$150 (47cm X 32cm)

Onça do Miramar - 7/10 R$150 R$ 120 (30cm X 42cm)

Macunaima e Araçari-Banana - R$150 (42cm X 30cm)

Macunaima e Araçari-Banana - 5/10 R$150 R$ 120 (47cm X 32cm)

Rainha do Miramar e Araçari - R$150 (42cm X 30cm)

Rainha do Miramar e Araçari - 8/10 R$150 R$ 120 (42cm X 30cm)