Chimarrão será tombado pelo Iphan como Patrimônio Nacional

chimarraoAté o final do ano, o projeto de pesquisa do “Chá da Amizade” deverá ser encaminhado para o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan. A proposta é do Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (Nucva), no interior do Rio Grande do Sul e tem a aprovação do Ministério da Cultura e o patrocínio da Petrobras.

Não existe previsão de conclusão da análise pela comissão do Iphan, pois o trabalho envolve enfoques antropológicos, biológicos, farmacológicos, históricos, entre outros aspectos. O projeto de pesquisa foi focado na reconstrução histórica acerca da importância da produção ervateira para o município de Venâncio Aires e para o Estado, os processos de beneficiamento da erva-mate e as formas variadas de confecção do chimarrão. Venâncio Aires/RS é conhecido como Capital Nacional do Chimarrão, com 4 mil hectares de erva-mate. Apesar de o fumo ser responsável por 70% da economia, a erva e o hábito do chimarrão são os principais destaques da cidade. A principal bebida dos gaúchos encontra na Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) a sua maior divulgação.

O Instituto Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, divulga por todo o Estado que a bebida pode ser apresentada para o consumo em 36 modelos diferentes: Saúde (elaborado com chás), Toca de tatu, Copa, Furo alto, China pobre (cevado com pouca erva), Da praia (socado para não voar erva), Do carro (com capa para não virar), Repartido, Quadrado, Triângulo, Tapado, Ferradura, Invertido, Do prego, Meia-lua, Engrenagem, Estrela, Ninho, Apaixonado, Escavado, Vulcão, Roda de carreta (no qual a bomba faz o papel do eixo), Flor, Formigueiro, Primavera, Homenagem (traz a inscrição Fenachim), Mate amargo, Mate doce, Achego, Tradicional, De canhoto, Tradicional sem topete, Tererê (feito em cuia de taquara, madeira ou guampa), Poço, Ponte, Gaúcho macho (servido através da bomba). Além das 36 formas diferentes de cevar um mate, a entidade propaga a importância do hábito para a socialização das pessoas e para a saúde.

Dentre os bens já registrados como patrimônio imaterial do País destacam-se o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, Modo de Fazer Viola de Concho, Feira de Caruaru, Frevo e Samba de Roda do Recôncavo Baiano. O registro de bens culturais foi instituído pelo decreto 3.551, de 4 agosto de 2000.

Informações do site Defender

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