Arquivo da categoria: arte popular

Exposição de bonecas de barro no RJ

O Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, é uma região importante no cenário da produção artesanal do país. Ali, o artesanato representa mais do que uma alternativa de subsistência. Da retirada da matéria-prima até a sua transformação em objeto, as artesãs lançam mão de um saber transmitido oralmente por suas avós, mães, tias e sogras. Memória coletiva essa que evoca relações simbólicas, que sustentam a história e tradição local.

No Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular acontece a exposição “Nos campos do Vale: cerâmica no Alto Jequitinhonha” e inclui também a venda das cerâmicas produzidas por artesãs das comunidades de Campo Alegre, Campo Buriti e Coqueiro Campo, situadas nos municípios de Minas Novas e Turmalina, integrantes do Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais vai até o dia 17 de julho.

CNFCP – Sala do Artista Popular
Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ
Exposição e venda: terça a sexta-feira, das 11 às 18h ; sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h

Participe do Salão de Arte Popular e Galeria de Reciclados da XI Fenearte

Inscrições abertas para interessados em participar do Salão de Arte Popular e Galeria de Reciclados da 11ª FENEARTE. A seleção será entre os dias 15 e 16 de junho. Cada artista popular poderá inscrever até três obras ou até três conjuntos de obras, confeccionadas em qualquer material ou técnica, excetuando-se pintura de cavalete.

As obras selecionadas e expostas no Salão de Arte Popular Ana Holanda concorrem a premiações em dinheiro. Haverá ainda o prêmio de júri popular.

Galeria de Reciclados – o tema desta edição é a água. O objetivo é promover a reflexão para o seu uso consciente e noções para evitar a poluição. Serão premiadads três categorias: artesanato, design e arte. Haverá também prêmio de júri popular.

As inscrições para o Salão de Artes Populares e para a Galeria de Reciclados são gratuitas e podem ser feitas até o dia 7 de junho no depósito 2 do Centro de Convenções, das 9h às 17h, em Olinda, PE.  A 11ª FENEARTE será realizada de 02 a 11 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

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Documentário sobre último retratista lambe-lambe vivo de Pernambuco

Com direção de Luiz Santos, o filme-documentário “Cinema de dois tões” aborda a atuação de Antônio Monteiro Góis, o Tonho Ceará, último retratista lambe-lambe vivo de Pernambuco. A exibição faz parte da programação do Assacine da ABD-PB, realizado na Usina Cultural Energisa, dia 28, às 20h. O protagonista do filme estará presente no evento.
A realização do Assacine é da Agência Ensaio em parceria com a ABD-PB e a UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (COEX).

Usina Cultural Energisa – Rua Juarez Távora 243 | Torre | João Pessoa-PB

Escultura de madeira é retrato da diversidade brasileira

Guariguazi de Lima Tavares é um artista singular. Ele faz totens que são a cara do nosso país, ensolarado, de cores vibrantes e festivas. Garimpa madeira descartada e dela extrai um Brasil mestiço, do qual todos fazemos parte. A peça reúne homens e mulheres que interagem, marcam presença e buscam apoio um no outro, na construção da coletividade.

Guariguazi nasceu em Natal-RN e “naturalizou-se” paraibano há mais de duas décadas. Seu trabalho “A Santa Ceia”  foi destaque no III Salão de Artesanato realizado na Paraíba. O sucesso do artista popular e a participação em grandes feiras e eventos alavancou a presença de sua obra em outros países.

Para comprar esta peça (aprox. 60 cm altura), envie e-mail para babeldasartes@gmail.com

Bento de Sumé é revelação em escultura em madeira

O artesanato da Paraíba se caracteriza pela variedade de materiais e técnicas utilizadas por talentosos artistas de diferentes partes do estado. No entanto, a cerâmica ganhou tanto destaque que acabou por ofuscar outras tipologias.

É o caso das esculturas de madeira de Bento, da cidade de Sumé. Sucesso de público, o trabalho de Bento de Sumé só recentemente foi incorporado ao acervo do museu de arte popular do Estado, sendo considerado a grande revelação na escultura em madeira da Paraíba.

Apesar da fama de santeiro, Bento de Sumé revelou que gosta mesmo é de fazer bichos. Alguns santos e aves que trouxemos para a loja logo foram vendidas: uma siriema enorme e um pequeno pavão — nem deu tempo de fotografar.

No último Salão de Artesanato, em João Pessoa, garimpamos a Santa Luzia e o São Pedro, que vieram se juntar a um Cristo Redentor que já estava na loja. Abaixo, algumas fotos das peças de Bento de Sumé.

São Pedro esculpido em madeira, por Bento de Sumé-PB

Detalhe São Pedro, por Bento de Sumé-PB

Perfil de Santa Luzia, escultura em madeira de Bento de Sumé-PB

Santa Luzia, escultura de Bento de Sumé-PB

Carnaval de Olinda reúne mais de 300 bonecos gigantes

Homem da Meia Noite - desde 1932 no Carnaval de Olinda/PE - Foto Ag. Brasil

Ao ritmo do frevo e do maracatu o Carnaval de Olinda tem foliões e blocos descendo as ladeiras da cidade histórica. Os bonecos gigantes feitos pelos artistas e artesãos da região são a grande atração da festa.

O mais famoso deles é o “Homem da Meia-Noite”, criado em 1931. Na Agência Brasil, encontramos duas histórias que explicam sua origem. A primeira conta que um dos criadores do boneco, Benedito Bernardino da Silva, se inspirou em um elegante senhor que circulava nas ruas de Olinda. Um dia, ao segui-lo, descobriu que se tratava de um conquistador que, à noite, pulava a janela das casas das donzelas.

Outra estória conta que o boneco foi criado por um grupo de dissidentes do Cariri – bloco tradicional que, na época, abria, às 5 da manhã, o carnaval de Olinda. Diz a lenda que esse grupo, ao assistir a um filme de ficção chamado O Ladrão da Meia-Noite, teve a idéia de criar um boneco que sairia pela cidade abrindo o carnaval antes do Cariri. Por isso, o “Homem da Meia-Noite” comanda o Carnaval a partir da 0h até às 4 da manhã, quando passa a chave da cidade para que o Cariri siga com a festa.

Com o tempo, o povo da cidade, de tradição católica, sentiu necessidade de arrumar uma mulher para o boneco. Foi aí que se criou a Mulher do Meio-Dia, que entra na festa às 12 e vai embora às 16 horas. Ela “nasceu” em 1967 pelas mãos do artesão Julião das Máscaras.

Na década de 1970, Silvio Botelho, o artista plástico que tornou os bonecos conhecidos, foi convidado a fazer o filho dos dois – o “Menino da Tarde”. Desde então, a cidade está cada vez mais povoada de bonecos com um Museu dedicado a eles.

Mulher do Dia nasceu em1967 para fazer companhia ao Homem da Meia-Noite. Foto: Passarinho/Prefeitura Olinda

Os bonecos mais antigos pesavam mais de 50 quilos. Atualmente são feitos de fibra de vidro, resina e massa acrílica, para ficarem mais leves. Os bonecos geralmente representam figuras históricas, políticas ou folclóricas e já são mais de 300. Em 2010 o Carnaval vai ganhar mais 42 novos personagens que estão sendo produzidos nos ateliês de Botelho  e de outros oito artesãos.

Carnaval de Olinda tem mais de 300 bonecos gigantes. Este ano vai ganhar mais 40. Foto: Ag. Brasil

Clique e veja programação completa do Carnaval de Olinda.

Variedade na vitrine da Babel das Artes

Arte popular e artesanato - feitos à mão no Brasil - Arts and Crafts made in Brazil - Artesanias y manualidades

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